2 de novembro – Dia de Finados

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Dia de Finados

Dia de Finados: uma data para agradecermos aos nossos antepassados e para refletirmos sobre a vida eterna com amor e paz.

Desde o Antigo Egito há um dia específico para os vivos se lembrarem dos mortos. Outras religiões, consideradas pagãs, também, até hoje tem um dia especial para os falecidos.

Quando o Cristianismo surgiu, alguns fiéis escolhiam datas informais para orarem pelos mortos.

O idealizador pela instituição de um dia específico para os católicos homenagearem quem partiu foi o monge Odilon de Cluny.

Reza a lenda, que numa noite, este religioso sonhou com pessoas mortas, que estavam no Purgatório. Então estes espíritos pediram para que ele colocasse um dia para que os cristãos dedicassem suas orações para quem já partiu.

Mas, segundo estas almas a data teria que coincidir com a semana onde um portal da Terra se abre para o mundo dos mortos.

Em 2 de novembro de 998, Odilon sugeriu aos religiosos de sua abadia e a todos aqueles que seguiam a Ordem Beneditina a obrigatoriedade de orar pelos falecidos.

A partir do século XII, esta lenda correu mundo afora e essa data popularizou-se por todos os cristãos como o Dia de Finados.

Na Idade Média, esta data passou a ser celebrada através de: Missas, procissões e visitas aos túmulos.

Hoje, a tradição não mudou muito. Porém, em alguns cemitérios particulares existem celebrações ecumênicas com apresentações de artistas, onde eles declamam poemas e cantam músicas com o tema.

Significados dos símbolos utilizados no Dia de Finados:
  • Cruz: é o símbolo do cristianismo. Pois, Jesus morreu numa cruz.
  • Velas: desde a antiguidade há um mito que diz que os mortos precisam de luzes e calor para atravessar o outro lado. Então, as velas ofereceriam estas luzes e o calor que os espíritos tanto precisam na transição.
  • Flores: desde o Antigo Egito as flores são vistas como sinais de respeito e segundo algumas crenças elas ajudam a perfumar o caminho do espírito até seu descanso na outra dimensão.
Outras lendas interessantes sobre o Dia de Finados:
  • A Dama da Cruz das Almas do Dia 3 de Novembro:

Reza a lenda que uma jovem assassinada, por ter uma alma boa, poderia ver tudo do céu. Então quando chegou o Dia de Finados, dois de novembro, ela percebeu que alguns túmulos recebiam flores e velas. Mas outros não. Assim ela escutava os lamentos dos espíritos que não recebiam agrados nesta data:

“Como eu gostaria de receber flores no Dia de Finados!”

“Eu queria tanto ganhar uma vela no dia Dois de Novembro!”

Deste jeito, ela pediu a São Pedro para que pudesse visitar à Terra, uma vez por ano, sempre no dia três de novembro.

Assim ela surgiu, dia três de novembro, no meio do Cruzeiro das Almas de um cemitério. Deste jeito, ela pegou flores e velas de túmulos que receberem presentes demais e distribuiu nos túmulos dos mortos que não ganharam nada.

Reza a lenda que um dia após a celebração de finados, a Dama da Cruz das Almas aparece nos cemitérios para distribuir velas e flores em túmulos que não receberam nada.

Já, o caso abaixo aconteceu comigo:

Telefonema da Tia Morta em Dia de Finados

Dia três de novembro, aconteceu algo surpreendente com a minha pessoa.

Todo o dia de finados, meu pai, um homem muito religioso, sempre visita o cemitério e faz orações para todos os mortos da família, na Cruz das Almas, citando na reza os nomes de cada falecido.

Então, chegou o dia dois de novembro e meu pai saiu para rezar pelos mortos no cemitério.

Eu, como pessoa cética naquela época, fiquei em casa.

Naquele dia, me deitei às onze da noite e, de madrugada, tive um pesadelo estranho: sonhei que estava em minha casa e de repente o telefone tocou, era a voz da minha tia Ordócia, que disse:

“Trate de falar para o seu pai, que estou magoada com ele, pois o João se esqueceu de citar o meu nome, quando rezou pelos parentes mortos no cemitério!”

Eu acordei suada, porém pensei que fosse apenas um sonho. Mesmo assim, perguntei deste jeito ao meu pai:

“Ontem no cemitério, quando o senhor rezou pelos falecidos da família, por acaso o senhor se esqueceu de citar o nome da tia Ordócia?”

Então, ele respondeu:

“Nossa, realmente me esqueci!”

Assim, eu falei:

“Nesta noite eu sonhei com a tia Ordócia e ela me disse que estava magoada com o senhor, pelo fato de ter se esquecido de citar o nome dela na oração do dia de finados”.

Então meu pai ligou para o meu tio e contou sobre o meu pesadelo. Assim, os dois encomendaram uma missa para ela.

A Procissão das Almas:

Reza a lenda que quando uma pessoa está prestes a morrer ela consegue ver a Procissão das Almas, só com espíritos de gente que já se foi, andando pela rua na madrugada da passagem do dia primeiro de novembro para o dia dois de novembro.

Independente de religião, o Dia de Finados é um convite para a reflexão sobre a vida e as lições que ela nos deseja passar.

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