A cultura do estupro

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When a Woman says No, She Means It

Vai à rua vestida com esse short? Depois não reclama se esfregarem em você no ônibus!

Muitas vezes a mulher é repreendida pelas autoridades, pela família e por pessoas ao seu redor. Só que a questão que está escanteada, é que a culpa não é da vítima e sim de quem a violentou!

Ora, o cenário atual é sustentado em cultura machistas, como a objetivação do corpo da mulher, delimitação de funções na infância.  

Qual seria a solução? Gás de pimenta? Teaser? Revolver?

Não. A solução é respeito.

 

Cultura do estupro

Significa a normatização na mídia e na cultura da violência contra a mulher. O termo é usado desde 1970 por feministas.

Essa naturalização é tão impregnada que não é percebido a inserção da mulher como um objeto, e necessário fazer um trabalho de introdução crítica.

A objetivação mostra sempre uma mulher ‘perfeita’ aos padrões midiáticos e instala na cabeça do telespectador que a necessidade da mulher é servir ao homem.

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O patriarcado insiste em normatizar a vida de nós mulheres. Junta com o mundo do capitalismo e com a acirrada crise do capitalismo”                                                                                      Joluzia Andreia Dantas Vieira Batista-Membro do Colegiado de Gestão do Centro Feminista de Estudos e Assessoria

 

De onde ela nasceu?

  • Menino não chora!
  • Senta direita, menina não pode ficar de pernas abertas.
  • Meninas brincam com bonecas, e meninos com carrinho!
  • Cor para menina: Rosa! E azul para meninos.

Exatamente, desde o nascimento espera que as meninas sejam delicadas e meigas, já os meninos espertos.

Para a Joluzia Batista, a violência contra as mulheres é um elemento comum da nossa existência desse mundo, por injeções culturais morais, religiosas consideradas como seres inferiores. Já que a religião e a família são representadas pela figura do patriarca.

Além desse ponto, há um Adultonocentrismo das crianças. A gravidez precoce, por exemplo, tem o olhar de que “se ela foi adulta o suficiente para fazer, é adulta para cuidar”, ou será que foi a falta de instrução, medo ou vergonha de perguntar?

A mídia e o governo são responsáveis por construir e desconstruir estereótipos, mas todos os pais e mães têm a função de construir desde cedo nos filhos e filhas.

Deputada Federal Erika Kokay (Foto: Adriano Machado)
Deputada Federal Erika Kokay (Foto: Adriano Machado)

Como esse tema está sendo discutido na Câmara dos Deputados?

Há uma Comissão Especial de Acompanhamento Apuração Crimes de Estupro, foi criada quando houve um estupro coletivo no Rio de Janeiro

link:  Vice – Estupro Coletivo Rio de Janeiro

Por enquanto, a Comissão está há dois meses sem algum encontro.

 

Opinião da Deputada Erika Kokay (PT/DF) sobre a cultura de estupro

Ouça o áudio abaixo

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