As Sufragistas

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Em 2 de outubro próximo começam as eleições em todo país. Diariamente somos bombardeados com propagandas políticas que estão em toda parte. Tudo isso serve para persuadir o cidadão que vai votar, a fim de fazê-lo digitar seu número na urna eletrônica.

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Por isso, não poderia haver momento mais oportuno para falar sobre As Sufragistas. Mulheres que lutaram pelo direito ao voto feminino no início do século XX, para garantir o sufrágio (direito ao voto em eleições políticas) que se organizaram como movimento social para reivindicar seus direitos.

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As Sufragistas (Direção: Sarah Gavron – 2015)

Sinopse: Inspirado no movimento sufragista do final do século XIX e início do XX, na Inglaterra, o drama retrata a vida de um grupo de mulheres que resistia à opressão de forma passiva, sendo ridicularizadas e ignoradas pelos homens. A partir do momento em que começam a encarar uma crescente agressão da polícia, elas decidem se rebelar publicamente.

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O filme acompanha a evolução de Maud, da negação do movimento à militância extrema. Lavadeira, esposa e mãe, ela começa a questionar o próprio papel na sociedade.

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Podemos observar as péssimas condições de trabalho em que aquelas mulheres eram submetidas, sem contar os inúmeros abusos verbais e sexuais a que estavam expostas.  “Numa lavanderia não se trabalha por muito tempo, se você é mulher. ” Ao ficarem  limitadas ao interior das fábricas ou locais deste gênero, elas sofriam feridas e queimaduras, ou adoeciam por causa de todo o gás.

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Cena em que Maud é levada a depor a favor do voto diante de um júri formado por homens.

O filme mostra o quanto a militância exige daquelas mulheres, que abrem mão de suas famílias pelo sonho de uma vida melhor para suas filhas ou as filhas dos outros, pois sabem que a mudança não virá em seu tempo.

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Apesar de o movimento ter ficado mais conhecido pela reivindicação do direito ao voto, na verdade as sufragistas lutavam pela igualdade em todos os terrenos, inspiradas pelos mesmos ideais iluministas e humanistas que levaram à Revolução Francesa e formaram a base da “Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão“, mas que ainda excluíam as mulheres da vida pública.

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Na Inglaterra retratada no filme, o direito ao voto foi obtido em 1928; no Brasil, em 1932; enquanto em países do Oriente Médio a conquista é ainda mais recente, com a Arábia Saudita permitindo apenas 2015 que as mulheres votassem e se candidatassem a cargos políticos.

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Emily Wilding Davison, interpretada por Natalie Press, é uma personagem real, seu último ato de militância ocorreu no Epsom Derby, em junho de 1913 – quando ela invadiu a pista de corrida e se jogou na frente do cavalo do rei George V – sendo atropelada por ele. Sua morte atraiu a atenção da imprensa para o movimento sufragista e mais de 6 mil mulheres participaram de seu funeral.

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Apesar de podermos votar, não avançamos tanto assim. Ainda são muito poucas as representantes das mulheres na política; os salários ainda são menores e os abusos frequentes.

Fontes: Tudor Brasil/universomovie/Wiki/Omelete

 

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