A chama maligna do SPAM. E como ela pode queimar o seu negócio.

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Spam é um termo de origem inglesa cujo significado designa mensagem eletrônica recebida mas não solicitada pelo usuário. O conteúdo vai desde mensagem publicitária, correntes, dicas e conselhos, direcionados a uma grande massa de contatos.

Esta definição fora inicialmente utilizada por usuários de e-mails. Com o surgimento das redes sociais houve quem defendeu o fim do e-mail marketing, mas tenho notado exatamente o oposto: tem sido quase que exponencial o crescimento de mensagens que chegam à minha caixa de entrada diariamente.

Muitos e-mails com conteúdo relevante, material de valor e interessante, os quais eu me cadastrei para receber. Mas tipo, uma transportadora cujo cliente foco é a indústria, enviar uma newsletter para uma startup 100% online com a mensagem de vendas de serviços de transporte, me parece pouco efetivo.

Como se não bastasse a chuva de e-mails, agora surgiram mensagens impulsionadas em todas as redes, com o intuito de divulgar produtos ou serviços. Em estilo profissional ou caseiro, pipocam mensagens promocionais no Facebook, no WhatsApp e até mesmo no LinkedIn.

Dias desses recebi na minha caixa de entrada de mensagens em uma rede social profissional o texto abaixo:

Patrocinado
xxxxx ajuda a sua empresa com o desperdício de água
Olá Luciane,
Pense no valor da conta de água da sua empresa.
Sabia que pode estar gastando 40% mais? Essa é a média do desperdício no Brasil…
…Criamos uma plataforma que gera um plano de ação personalizado a partir do preenchimento de um auto diagnóstico.

Esta veio de uma marca conhecida e o pior, pela plataforma escolhida deve ter custado caro. Só não deletei na hora, porque fiz questão de guardar para adicionar ao artigo que já estava escrevendo. Para mim o prejuízo foi zero.

Já não posso dizer o mesmo para a marca que impulsionou esta campanha com mensagem patrocinada. Além do custo financeiro há o custo de horas de trabalho das equipes dedicadas ao projeto. Reuniões, contatos, desenho da campanha, aprovação, refação de texto, aprovação final e envio. Tudo isso para nada. Resultado zero.

Sem falar nas promoções caseiras. Nada contra esse tipo de ação. Aliás, eu já fiz várias campanhas caseiras para o meu trabalho e devo ter cometido equívocos também, mas ao menos busquei seguir algumas regras básicas de consideração à privacidade do público ao qual direcionei as mensagens.

Sábado à noite e o celular começa pim, pim, pim, pim, pim, pim, pim. Ao todo, sete alertas de mensagens do WhatsApp para promover determinado evento. Veio de pessoa física, não naquele formato de grupo no qual você se cadastra. Como meu nome não foi mencionado, imagino que tenha sido no formato mensagem comum para vários destinatários (daquele tipo na qual vamos adicionando diversas pessoas para receber a mesma mensagem).

Todas estas mensagens não foram solicitadas, portanto considero spam com o puro foco em vender algo. Nada de conteúdo relevante. Nada de novo. Nada de aprendizado. Nada de troca. Apenas, me compre, me compre, me compre.

Novamente me pergunto. Será mesmo que esse tipo de ação funciona?Até que ponto não estamos passando do limite?. Até que ponto não estamos gastando tempo, energia e recursos com ações cujo retorno é ínfimo.

Sem dizer das mensagens de bom dia, boa noite, bom final de semana recebidas de prestadores de serviços com os quais não tenho intimidade alguma. Claro, super educado e gentil com imagens fofinhas (principalmente, as de gatinhos e bebês), mas o fato é que acordo muito cedo todos os dias e alertas que chegam às 23h00 me parecem inadequados.

Estamos na era do engajamento. Mais do que nunca temos a oportunidade de aproximação com o público para o qual queremos vender, seja o que for. Desde serviços a sistemas de controle de consumo de água.

Não seria mais efetivo conhecer a fundo o perfil e necessidade deste público, para então gerar aproximação, engajamento e, por fim, promover a venda?.

O marketing de massa está perdendo forças. Hoje, se faz necessário identificar para comunicar, além de conhecer para conquistar. E isso vale, em especial, para ações nas redes sociais.

Pense nisso, para evitar que a chama do spam acabe queimando as estratégias de marketing do seu negócio e você acabe jogando tempo e dinheiro no lixo.

Obrigada pela leitura.

Até a próxima

 

Imagem destaque: business.kaspersky.com

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Luciane Borges
Executiva de comunicação, relações públicas, estrategista de mídias sociais, e palestrante, com MBA em Comunicação com ênfase em Marketing pela ESPM- SP e especialização em Comunicação Corporativa pela Fundação Getúlio Vargas. Após atuar por mais de 20 anos em multinacionais dos segmentos B2B e B2C, desenvolvendo projetos para construção de reputação e consolidação da marca, desenvolvimento das lideranças, endomarketing e sustentabilidade resolveu inovar na carreira, mergulhando no universo digital. Hoje, assessora profissionais e empresas a construírem e fortalecerem reputação digital, por meio de posicionamento estratégico nas redes sociais profissionais. Ou, simplesmente, alguém que deseja ajudar o maior número de pessoas possível a alcançarem sucesso na carreira profissional.

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