Mulher e Cinema – Perfumes…

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Lendo a matéria da Cybele de Carvalho aqui na revista – sobre Alma da Beleza: Perfume de Mulher, me veio à lembrança dois filmes com essa conotação. Sabemos que cada perfume reage a seu corpo. Perguntado uma vez sobre qual o perfume ele usava, o estilista Clodovil Hernandes respondeu que não ia dizer porque “cada um de nós tem seu próprio cheiro”. Concordo com ele, a fragrância varia de acordo com quem está usando.

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Perfume de Mulher (Direção: Martin Brest – 1992)

Sinopse: Frank Slade (Al Pacino), um militar reformado e deficiente visual, viaja para Nova York com Charlie Simms (Chris O’Donnell), um jovem acompanhante, com quem resolve ter um final de semana inesquecível antes de morrer. Porém, na viagem ele começa a se interessar pelos problemas do jovem, esquecendo um pouco sua amarga infelicidade.

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Cena do Filme – Perfume de Mulher

O filme conta com vários momentos memoráveis. Um deles é justamente a cena incrivelmente bela e envolvente, onde Frank Slade convida a linda jovem Donna para dançar tango, e dança de forma magnífica – ao som de uma bela canção.

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Cena do Filme – Perfume de Mulher

Porém o momento mais significativo que tem a ver com o título do filme, é quando Frank conhece uma mulher, cujo perfume o atrai. Apesar de sua deficiência, seu olfato é apurado.  Ele diz o nome do perfume que ela está usando e com muito charme, até descreve como ela deve ser fisicamente.

É um filme rico em apresentar situações humanas e, portanto, carregado do trágico, do banal, da dor, do conflito, dos paradoxos. Vale a pena conferir.

Diferente do filme citado acima, esse, também sobre o perfume – tem outra simbologia. Algo que está entre o poético e o perturbador. Adaptação do livro homônimo do escritor alemão Patrick Süskind.

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Filme Perfume – A História de um Assassino (Direção: Tom Tykwer – 2006)

Sinopse: A história se passa na França do século XVIII, quando um jovem nasce com uma anormalidade: Não tem odor algum, o que faz com que seu olfato seja extremamente apurado. Ciente de suas habilidades, conforme Jean cresce, decide empregá-las como perfumista, passando a buscar a essência perfeita.

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Cena do Filme Perfume – A História de um Assassino

O filósofo Jean-Jacques Rousseau, no século XIX, afirmou: “O olfato é o sentido da imaginação”. De fato, os cheiros, odores ou aromas, tem o poder de despertarem memórias, emoções, sabores, amores ou repulsas. 

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Cena do Filme Perfume – A História de um Assassino

O personagem central Jean-Baptiste Grenouille descobre que a base de seu perfume só pode ser extraída de uma fonte bastante incomum: Corpos femininos.  Um dia encontra uma jovem,com um perfume totalmente diferente de todos os outros milhares de perfumes que ele guardava na memória, e acabará por matá-la com as suas próprias mãos, de tanto desejar apoderar-se do seu odor.

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Cena do Filme Perfume – A História de um Assassino

Mas, esta jovem é apenas uma das muitas jovens que o protagonista acaba por matar (26 no total), em busca do perfume perfeito.

 

Livro O Perfume – A História de um Assassino do escritor alemão Patrick Süskind

Capa do livro do escritor alemão Patrick Süskind
Capa do livro

 

“… As pessoas podiam fechar os olhos diante da grandeza, do assustador, da beleza, e podiam tapar os ouvidos diante da melodia ou de palavras sedutoras. Mas não podiam escapar do aroma. Pois o aroma é um irmão da respiração. Com esta, ele penetra nas pessoas, elas não podem escapar-lhe caso queiram viver. E bem para dentro delas é que vai o aroma, diretamente para o coração, distinguindo lá categoricamente entre atração e menosprezo, nojo e prazer, amor e ódio. Quem dominasse os odores dominaria o coração das pessoas.” Patrick Süskind

Fonte: Wiki/cinemaepsicanálise/omelete

Cris Figueredo

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