Falar bem é simples!

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Adriane Werner

Muitas pesquisas apontam o medo de falar em público como um dos maiores do ser humano. Dizem que as pessoas têm mais medo de falar em público do que de altura, do escuro e até de encontros com pessoas desconhecidas. Mas a verdade é que, gostando ou não, todos nós precisamos, em alguns momentos, dizer algo diante de uma plateia, pequena ou grande.

E então, qual o melhor caminho para enfrentarmos esse desafio e vencermos a inibição, o nervosismo, o medo de falar em público? Não há dúvidas de que a prática é a melhor escola. Quanto mais aceitarmos o desafio da exposição e nos colocarmos à disposição para falar em situações públicas, menor vai ser a insegurança e, portanto, melhor vai ser a performance.

Devemos entender que esse desconforto é normal e até desejável. Uma pequena carga de estresse nos ajuda a manter a concentração e a valorizar a importância do planejamento e da preparação. Quanto maior a sensação de autoconfiança, poderá ser menor a responsabilidade com a necessidade de planejar a fala – e aí corremos o risco do excesso de confiança em si mesmo: sem planejar, as chances de ‘dar um branco’ são muito maiores.

Vencido o primeiro obstáculo, que é colocar-se para falar em público, o segundo passo, portanto, é planejar bem a fala. O planejamento pode ser bastante simples, como o de uma redação escolar – a fala deve ter princípio, meio e fim. Uma introdução curta, para ‘criar o clima’ para a exposição do assunto, um desenvolvimento robusto, com toda a argumentação, e uma conclusão bastante objetiva, com um bom desfecho para a apresentação. Mesmo sendo assim simples, muitas vezes pensamos apenas na argumentação em si, sem lembrarmos da introdução e, principalmente, da conclusão. Uma fala mal introduzida pode se tornar brusca. Lembre-se do ditado de que ‘a primeira impressão é a que fica’ e esforce-se para causar uma boa primeira impressão.

E a conclusão de uma fala também merece esmero no planejamento. Quando uma pessoa não planeja o que vai dizer ao final de sua apresentação, é comum ‘patinar’, repetir argumentos, tornar-se reticente… e terminar com o terrível clichê “então é isso!”. A última frase deve ser impactante ao ponto de ficar ecoando nos ouvidos da plateia.

Por fim, o conteúdo de uma fala deve ser simples e adequado ao público ouvinte. Hoje é preferível uma linguagem simples e coloquial às formas mais arcaicas e pernósticas. A época dos discursos pomposos passou. Hoje um bom orador não fala para impressionar, mas sim para ser compreendido, e algumas vezes para encantar, emocionar ou convencer a plateia. E tudo isso é muito mais possível com palavras que as pessoas compreendam!

Texto adaptado do livro Etiqueta Social e Empresarial, de Adriane Werner – Editora Intersaberes.

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