Elas estão atrás das câmeras para mostrar que sabem fazer cinema

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mulheres e cinema

Mulheres Cineastas – Numa área onde ainda predominam os homens, destacar as mulheres que romperam bloqueios faz todo sentido. Quantos diretores existiram em todo o mundo ao longo da história do Cinema? Pois é, mas elas estão  atrás das câmeras para mostrar ao mundo que mulheres também sabem fazer cinema. Algumas se destacaram com filmes de grande sucesso. Selecionei aqui apenas algumas dessas mulheres que através da sensibilidade perspicácia e visão feminina, mostraram ao mundo sua perspectiva.

Lynne Ramsay (Reino Unido)

As melhores diretoras do cinema - Lynne Ramsay

Seus filmes são marcados por um fascínio com crianças, jovens e  temas insolúveis de dor, culpa, morte e suas consequências. Ela ganhou o terceiro lugar por dirigir um dos filmes mais surpreendentes dos últimos anos: “Precisamos Falar Sobre Kevin” (We Need To Talk About Kevin) foi um sucesso no Festival de Cannes e uma das maiores revelações de 2011. A cineasta escocesa apresentou uma estética única e intrigante.

Claire Denis (França)

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O cinema de Claire, geralmente busca uma intimidade quase sobrenatural em seus planos e montagem. Seu trabalho vem se tornando um dos mais importantes no que tange o cinema contemporâneo mundial. Ela dirigiu seu primeiro longa em 1988, “Chocolate” – indicado ao prêmio César. Desde então, Claire conseguiu destaque internacional.

Mira Nair (Índia)

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Mira Nair segue uma linha muito cultural, mostrando que nunca esqueceu das raízes indianas. Ela também é conhecida por prestar homenagens constantes à figura feminina, e por trabalhar delicadamente os valores familiares. Com uma estética deslumbrante e rica em detalhes, Nair começou a chamar atenção com polêmico “Kama Sutra – A Tale of Love”, lançado em 1996. Em 2001 lançou “Um Casamento à Indiana” (Monsoon Wedding), aclamado pela crítica internacional, o filme foi indicado ao Globo de Ouro e BAFTA de Melhor Filme Estrangeiro.

Sofia Coppola (EUA)

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Filha do cineasta Francis Ford Coppola e prima do ator Nicolas Cage, suas influências cinematográficas não poderiam ser melhores. Sofia é dona de duas qualidades: seu trabalho como roteirista é espetacular, e também possui  um olhar peculiar para a direção. Fascinada com o romance ”As Virgens Suicidas” (The Virgin Suicides), escrito por Jeffrey Eugenides, Sofia baseou-se na obra para dirigir e roteirizar em 1999 um filme de mesmo nome que recebeu elogios da crítica. Seus demais trabalhos incluem: “Encontros e Desencontros” (Lost in Translation), “Maria Antonieta” (Marie Antoinette), “Em Um Lugar Qualquer” (Somewhere) e “A Gangue de Hollywood” (The Bling Ring).

Jane Campion (Nova Zelândia)

Director Jane Campion poses during a photocall for the film "Bright Star" at the 62nd Cannes Film Festival May 15, 2009. Twenty films are competing for the prestigious Palme d'Or which will be awarded on May 24. REUTERS/Jean-Paul Pelissier (FRANCE ENTERTAINMENT)

Jane Campion é uma cineasta, roteirista e produtora neozelandesa. Acumulou uma legião de fãs desde o lançamento do filme O Piano” (The Piano) – ganhador do Oscar de Melhor Roteiro Original e premiado com a Palma de Ouro do Festival de Cinema de Cannes, em 1993. Seu último sucesso foi “O Brilho de Uma Paixão” (Bright Star).

Ava DuVernay (EUA)

PALM SPRINGS, CA - JANUARY 03: Director Ava DuVernay attends the 26th Annual Palm Springs International Film Festival Awards Gala at Parker Palm Springs on January 3, 2015 in Palm Springs, California. (Photo by Frazer Harrison/Getty Images)

A cineasta começou com a direção de comerciais, mas foi o longa “Selma” que despertou a atenção da crítica. A cinebiografia de Martin Luther King foi indicada ao Oscar em 2015 e venceu o prêmio de Melhor Canção Original. DuVarnay também entrou para a história: foi a primeira mulher negra a receber uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Direção.

 Jennifer Kent (Austrália)

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Em 2005 Jennifer dirigiu um curta metragem chamado Monster, que foi exibido em mais de 50 festivais ao redor do mundo. Em 2014, ela adaptou seu curta em um filme de longa-metragem “The Babadook”  do gênero terror. Esse primeiro longa foi um sucesso no Festival de Cinema de Sundance . “The Babadook” desponta como um dos melhores filmes do gênero dos últimos anos e nos deixa com muita curiosidade para acompanhar com atenção os próximos trabalhos de Jennifer Kent na direção.

Anna Muylaert (Brasil)

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Anna Muylaert é uma roteirista e diretora de cinema e televisão brasileira. Anna estudou cinema na Escola de Comunicação e Artes da USP. Sua carreira começou na direção de programas de televisão e de vários curtas. Com o longa “Durval Discos” (2002), ela recebeu o prêmio de Melhor Filme e Melhor Diretor no Festival de Gramado. Entre seus trabalhos mais recentes estão “É Proibido Fumar” e “Que Horas Ela Volta?” com Regina Casé.

Lana e Lilly Wachowski

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As irmãs Wachowski são uma das poucas mulheres comandando filmes de gênero. Com seu estilo futurista e fortemente influenciado pelos animês, as Wachowskis conquistaram fãs no mundo todo com a trilogia Matrix”. Os filmes de Lana e Lilly levantam discussões sobre sociedade, humanidade e consciência, sem contar o visual sempre impressionante. Mais recentemente, a dupla criou o seriado Sense8, que terá a segunda temporada no Netflix este ano. A série conta a história de oito pessoas de diferentes os lugares do mundo, conectadas mentalmente. Um dos personagens, Nomi, é uma mulher transexual, assim como a atriz que a interpreta, Jamie Clayton.

Irmãos Wachowski agora são irmãs Wachowski

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Oito anos depois de Lana — até então Larry — Wachowski, da dupla de cineastas ter revelado ao mundo sua condição de mulher transgênera, agora foi Lilly, antes Andy, quem fez o mesmo anúncio. A revelação foi feita pela própria diretora.

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