Para ter sucesso profissional é imperioso se manter em movimento: deixe os bagres fazerem o trabalho deles.

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Anne-Catherine-Becker-Echivard

Existe uma história norte-americana muito difundida pelos pescadores de uma região ao leste do país. Eles costumam contar que uma companhia pesqueira decidiu expandir seus negócios para outros estados, mas estava tendo dificuldades em transportar uma determinada espécie de peixes para a revenda. Inicialmente tentaram enviar os peixes congelados. Contudo, após o processo de degelo natural, os clientes reclamavam que a carne dos peixes estava mole demais ou borrachuda. A companhia, pretendendo não perder os clientes, começou a enviar os peixes vivos, dentro de tanques de água. Boa intenção, porém, os peixes chegavam ao seu destino final mortos. Bem, um dos funcionários deu uma sugestão que pareceu insana. Mesmo assim, após muito relutarem e percebendo que não tinham nada a perder, decidiram seguir o conselho e mais uma vez enviaram os peixes vivos dentro de um tanque. No entanto, daquela vez colocaram também no tanque um bagre, que é inimigo natural dessa espécie de peixe que eles tentavam transportar. Esta condição de ser inimigo natural não foi apenas um acaso: como os peixes passaram toda a viagem em movimento, fugindo do bagre, que tentava a todo custo atacá-los, puderam finalmente chegar vivos ao seu destino.

De forma lúdica a história mostra que as pessoas só podem chegar vivas a algum lugar, quando se mantém em movimento e o que provoca este movimento são as dificuldades. As dificuldades que precisam enfrentar diariamente em seu ambiente profissional as mantém alerta, conduzem à busca de soluções e proporcionam experiência. Quando você inicia sua carreira, pode até ter muito conhecimento técnico, mas não possui a prática do negócio e, em campo, tudo é diferente da teoria. O que faz as pessoas empregarem a teoria na prática é exatamente cada dificuldade que surge e que as força a materializar os ensinamentos que receberam. Jamais existirá professor mais competente que um grande problema.

Os bagres podem ser de vários tipos: problemas inerentes à profissão; chefes ruins; colegas traiçoeiros, entre outros. Seja como for, cada um deles vai ter um papel fundamental no seu crescimento, se você o encarar como um bagre, ou seja, um verdadeiro impulso para o seu desenvolvimento pessoal. As pessoas paradas não podem chegar a lugar algum, ninguém que fica melindrado e escondido em um canto pode ser visto e se for, não será visto como um potencial líder. Provavelmente será taxado como um funcionário medíocre e com poucas chances de ascensão, porque não é capaz de colaborar ativamente com o desenvolvimento das atividades do negócio. Isso se aplica também às corporações e empresas que fazem de problemas e dificuldades verdadeiras oportunidades de aprendizagem e crescimento, evitando cometer os mesmos erros e inovando em soluções.

Três coisas que certamente um bagre vai proporcionar: dinamicidade, pois, diante das dificuldades no ambiente profissional, quem fica parado perde espaço, então, movimento é de lei; inovação, afinal, problemas despertam o lado mais criativo do ser humano, basta observar o que pessoas em crise são capazes de fazer e inventar para superar a sua condição e, por fim, eleva a autoestima, uma vez que é impossível manter o moral baixo de alguém que se sobressai em meio às dificuldades.

Seu bagre pode ser um colega invejoso, que lhe tira do sério. Ou, aquela negociação emperrada. Pense bem no seu bagre do momento. Seja qual for, sinta-se grato por ele ter sido colocado no seu tanque, significa que você viverá. Por isso, deixe os bagres fazerem o trabalho deles.

Imagem de destaque: Fotografa Anne-Catherine-Becker-Echivard

 

Rândyna da Cunha
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Rândyna da Cunha
Empregada Pública na CAESB-DF; Conteudista de EaD; Consultora em Assuntos Educacionais; Professora de Português e Inglês; Graduada em Letras - Port./Inglês e Direito pela Universidade Católica de Brasília; Pós-Graduanda em Processos e Produtos Criativos na Universidade Federal do Goiás; Escritora, com contos publicados em diversas revistas literárias, como Subversa, Avessa e Philos; com participação em coletâneas de contos das editoras Illuminare e Andross; Pesquisadora sobre psicopatia; Colunista na página "A Soma de Todos os Afetos". Contato: randynapaula@gmail.com

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