Autoconhecimento e empatia são a chave para convivência harmônica

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Autoconhecimento e empatia
Autoconhecimento e empatia são a chave para convivência harmônica

O desenvolvimento de certas capacidades humanas propicia um relacionamento interpessoal mais pacífico

Autoconhecimento e empatia são duas qualidades importantes para termos relacionamentos em harmonia. Devemos buscar desenvolver essas capacidades.

A pandemia me fez refletir muito sobre a humanidade e sobre a minha vivência aqui na Terra. Nos últimos dias cheguei à conclusão do que, para mim, seria o segredo para uma convivência em harmonia, e cheguei a seguinte frase: Autoconhecimento e empatia são a chave para uma convivência em harmonia.

No meu trabalho me deparo diariamente com clientes e famílias inteiras que estão em total desarmonia, por não terem um entendimento de que muito poderia ser evitado se não agissem tão impulsivamente, se estivessem no controle de suas emoções e ações.

Tudo seria mais fácil se houvesse autoconhecimento e se praticassem a empatia. Ao desenvolver essas capacidades, a convivência seria mais tranquila. O que percebo é que as pessoas apenas agem, agem conforme seus familiares sempre agiram, ou mesmo apenas reagem, sem pensar nas consequências de suas palavras e ações.

Uma palavra pronunciada pode causar danos emocionais maiores que uma agressão física.

Sempre procuro analisar o cliente como um todo, não apenas reduzido ao seu problema jurídico. Minha atuação é também em direito das famílias e sucessões, e por isso, me deparo com muitos problemas que vão muito além do âmbito jurídico.

Vejo o cliente através de uma visão sistêmica, atentando-me sempre ao problema jurídico, mas também, e principalmente ao todo, aos acontecimentos que o geraram ou às consequências de relações desarmônicas.

Nesse sentido somos um pouco psicólogas também. E percebo o quão carente o ser humano é por atenção, por ter alguém que ouça seus problemas, mas os ouça com atenção, e, ao final, dê uma palavra de conforto, uma palavra de alento, ou apenas demonstre estar ali prestando atenção em suas palavras.

Sinto que podemos com nosso trabalho mudar vidas. Se depender de mim, o cliente sempre sairá melhor do meu escritório que quando entrou.

Parei para pensar o porquê de os relacionamentos interpessoais serem tão difíceis. Por relacionamentos interpessoais me refiro a todo e qualquer tipo de relacionamento, sejam eles entre familiares, entre colegas, amigos, enfim, relacionamento com pessoas.

Tenho certeza que você já teve desentendimentos ao menos uma vez na vida, senão, muitas.

Nós somos seres complexos, temos corpo, alma e mente. Temos medos, defeitos, frustrações, vícios, hábitos que carregamos conosco e experiências de vida.

Cheguei à conclusão de que a chave para termos uma convivência em harmonia com as pessoas ao nosso redor é desenvolver o autoconhecimento e a empatia.

É primordial conhecermos a nós mesmos, é preciso autoconhecimento. As situações que vivenciamos nos geram sentimentos, que geram pensamentos e, consequentemente, geram ações. E através do autoconhecimento passamos a ser mais equilibrados, agimos com maior lucidez, e a convivência com o outro passa a ser mais tranquila.

Nossas atitudes e palavras têm consequências. Para toda a ação corresponde uma reação. O que dizemos e fazemos, muitas vezes, diz mais sobre o que estamos sentindo – nossas frustrações, nossos medos, nossos pré-conceitos, nossas experiências de vida – do que o que realmente está acontecendo.

Muitas vezes é necessário colocar-se na posição como um terceiro observando a situação. Mas é fácil falar, o difícil é fazer na prática, em meio a uma situação de crise.

Porém, como sempre digo, tudo nesta vida é treino. Precisamos nos entender e estudar a nós mesmos, mas temos que testar, experenciar, viver na prática para a total compreensão e o aprendizado. No campo das ideias é tudo perfeito, mas na vida real as coisas são mais difíceis e imprevisíveis.

Quanto mais treinamos nosso cérebro a controlar nossas emoções e sentimentos, mais a convivência com os demais seres fica harmoniosa.

Muitas vezes exageramos na dose, mas no calor da emoção não percebemos, só entendemos que nossa reação foi exagerada depois que a poeira baixar, quando conseguimos analisar de fora a situação.

O que entendemos a respeito do que o outro diz em uma conversa, é cheio de interferências, nossa interpretação é carregada de nossos registros anteriores, de nossas vivências, nossos problemas conosco mesmos.

Por isso a importância de nos conhecermos, resolvermos nossos problemas pessoais, e, ao sentir, não tenhamos a reação automática que sempre tivemos, possamos pensar antes de agir e falar.

O autoconhecimento é fundamental para conviver em paz com os demais seres humanos.

Podemos nos conhecer de diversas maneiras: sessões de terapia com psicólogos e psicoterapeutas, meditação, Yôga, cursos, enfim, você escolherá o que mais te agrada. Mas o importante é buscar o autoconhecimento.

Além disso precisamos ter empatia. Ao nos relacionarmos com o outro, devemos nos colocar no lugar dele, mas de forma efetiva, sem preconceitos, sem interferências. Ao entender o que o outro pensa e sente, temos como avaliar a sua reação, e suas palavras.

Ao entender as palavras e ações do outro, ainda que talvez não tivéssemos a mesma atitude e comportamento – afinal estamos trabalhando o nosso autoconhecimento – não vamos simplesmente reagir a uma ação do outro. E evitamos a desarmonia.

Colocar-se no lugar do outro é tarefa árdua, e somente com sensibilidade e experiência é que conseguimos fazê-lo.

Muito se fala em sermos mais humanos, atendermos nosso cliente de forma mais humanizada. Isso significa que devemos estar atentos aos detalhes, à expressão do outro, aos gestos e palavras, olhar nos olhos do outro. E para realizar esse cuidado mais humanizado nas relações, ter empatia é imprescindível.

Por isso o grande segredo para uma convivência em harmonia é: trabalhar seus problemas pessoais, através do autoconhecimento e se colocar no lugar do outro, praticando a empatia.

“Autoconhecimento e empatia são a chave para uma convivência em harmonia”
Ana Cristina Leinig de Almeida

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