Como Desenvolver Resiliência para Conquistar novos Comportamentos!

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Alcançar autonomia para se tornar protagonista da própria vida parece ser mesmo um sonho compartilhado por todos.

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-lo, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos. ” Fernando Pessoa

E esse é um sonho possível desde que se construa e se trilhe um caminho. Então, como desenvolver resiliência para conquistar novos comportamentos?

Para isso, primeiramente é preciso compreender as próprias atitudes, bem como a forma de ver o mundo, reconhecendo que não somos vítimas, e sim a real “causa” dos rumos de nossas vidas.

É sabido que atualmente vivemos um cenário de constantes impermanências: muitas instabilidades, mudanças, incertezas e transformações, proporcionadas por intensos momentos de crise em diferentes situações: econômicas, políticas, ambientais, profissionais, familiares e até mesmo pessoais.

Nessas chamadas “situações-limite”, tendemos a fazer o uso das mesmas estratégias com base nas crenças que construímos ao longo da vida e que muitas vezes nos impedem de encontrar outras formas de lidar com as adversidades.

Então, se nos apegarmos muito a esse modo de pensar pré-estabelecido, tornamo-nos inflexíveis diante do aqui e agora, estreitando as alternativas para lidar com a adversidade.

Passamos, assim, por momentos de muita ansiedade diante dos desequilíbrios e perdemos a oportunidade de respondermos de modo maduro e resiliente à realidade.

Voltando à Fernando Pessoa: momentos de crise são momentos de travessia, em que precisamos encontrar e reconhecer novas possibilidades de enfrentamento.

Realizar a travessia vai além de se adaptar: é conseguir se “despir” das formas velhas e costumeiras de enxergar as situações de adversidades e “vestir” um novo modo de enxergá-las para superá-las, encontrando uma nova maneira de viver.

Para fazer isso, primeiramente é preciso acreditar na possibilidade de superação, considerando que as suas ações e atitudes estejam de acordo com a realidade: ponderar, dosar e negociar.

É preciso ter flexibilidade e equilíbrio – é preciso aprender a desenvolver atitudes e comportamentos resilientes.

Sendo assim, resiliência é a capacidade de enfrentar uma situação adversa e se fortalecer a partir dela. Pode ser compreendida como o equilíbrio que promove possibilidades de escolhas.

Escolhas essas que advêm de vigiar, treinar e desenvolver equilíbrio em nossas emoções, encontrando aí novos caminhos de superação.

Mas qual é o melhor caminho para desenvolver a minha resiliência?

Seguem abaixo, 07 passos que você pode exercitar para encarar os momentos de adversidade com comportamentos resilientes:

  • Foco na preservação da sua saúde e integridade mental
  • Avaliar as principais preocupações e identificar seus próprios recursos
  • Confiar em outros momentos de superação já vividos
  • Rever e ressignificar crenças que estão enrijecidas
  • Buscar equilíbrio das suas emoções por meio da própria ação
  • Considerar sua rede social de apoio na tomada de decisões
  • Participar de eventos e treinamentos que promovam resiliência

Então, alcançar autonomia para se tornar protagonista da própria vida não é um caminho fácil a ser percorrido.

Nesse processo de descoberta, que implica em autoconhecimento, é fundamental rever e retomar o controle emocional, abandonar culpas e arrependimentos e aprender a descobrir novos recursos internos.

Vale considerar que esses elementos constituem cicatrizes ligadas as nossas crenças sobre a vida, sobre nós mesmos e os outros, e que precisam ficar em um lugar seguro dentro de nós, para que tenhamos condições de retomar a direção e o sentido de para onde estamos indo.

Como toda longa jornada, esse caminhar também começa com um primeiro passo. E esses passos somados, irão garantir que a sua postura seja mais resiliente.

A resiliência, em síntese, fortalece-nos na medida em que conseguimos rever e considerar nossas crenças numa relação proporcional à realidade, a aprender descobrir e fazer uso dos nossos recursos internos, de modo a fazermos escolhas de atitudes coerentes com as situações, garantindo a nossa sobrevivência.

Posteriormente, a resiliência até pode adquirir um sentido maior, o que denominamos transcendência, uma verdadeira sabedoria diante dos desafios.

Procure encontrar suporte para esses momentos de desequilíbrio, e de o primeiro passo na busca de um novo olhar.

Assim, você poderá sair de uma postura rígida ou ausente e desenvolver equilíbrio e resiliência, para os enfrentamentos da vida.

Nessa balança, de pesos e medidas internas, é possível verificar quais aspectos é preciso desenvolver em termos de reaprendizagem das crenças e emoções.

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Érika Stancolovich
Colunista Oficial, com publicações mensais Érika mora em Taubaté, São Paulo, CEO do Instituto Stancolovich, Oficial R/2 da Força Aérea Brasileira; Doutora em Psicanálise, Mestre em Educação e Psicanálise. Graduou-se em Letras e Pedagogia; possui três Pós Graduações; Professora universitária; Também é formada em Psicanálise Clínica, Executive Coach e Neurocoaching. Conferencista internacional e escritora. Diretora Pedagógica do Conselho Brasileiro de Psicanálise e Psicoterapias (CONBRAPSI). Presidente do Conselho das Mulheres Empresárias de Taubaté. Coordenadora Editorial de três obras. Coautora de outras cinco obras. Consultora de carreira. Apresentadora do quadro: “5 min que mudarão a sua vida!” (Programa de incentivo ao empreendedorismo feminino). Possui um e-book: Como treinar o cérebro para alcançar o intangível! Vários projetos e artigos nas áreas: Educacional, Saúde Mental e Empresarial. Prêmios recebidos: – Referência elogiosa em frente a tropa pelo Comandante da Escola de Especialistas de Aeronáutica; – Diploma de honra ao mérito da Academia Taubateana de Letras; – Professora Universitária homenageada na Faculdade Anhanguera de Taubaté e UNITAU (Universidade de Taubaté); – Placa recebida pela UNICID (Universidade de São Paulo); – Certificado recebido pelo Comandante da EEAR, por ter idealizado e coordenado o I Seminário de Educação da Força Aérea Brasileira; – Prêmio recebido pela CONBRAPSI (Conselho Brasileiro de Psicanálise e Psicoterapias); – Menção honrosa recebida pela Polícia Militar do Estado de Minas Gerais; – Menção honrosa recebida pelo Rotary Club de Ponte Nova, MG; - Embaixadora da Divine Académie Française des Arts Lettres et Culture.

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