Liderança transformadora: uma vantagem competitiva

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Liderança Transformadora

Embora tenhamos muito conhecimento sobre liderança, estes ainda são insuficientes para que possamos entendê-la completamente.

Sem dúvida é um assunto que fascina as pessoas há muito tempo e que nos leva a questionamentos tais como:

  • Quem pode ser líder?
  • Quais as características de um líder?
  • As habilidades de liderança podem ser apreendidas?
  • Quais os limites da liderança?
  • O que é preciso para ser um líder de alta performance?

Certamente você já deve ter se questionado a este respeito, e se ocupa um cargo de liderança ou se pretende vir a ocupar, deve estar buscando as respostas.

Vivemos num mundo globalizado, onde as interfaces e interdependências fazem parte do nosso dia a dia, tal qual uma grande rede interconectada, que sofre influência direta por mudanças nas esferas sociais, políticas, culturais e econômicas.

As organizações, quer sejam públicas ou privadas, precisam acompanhar essas mudanças, em uma velocidade cada vez maior, e principalmente, tomar uma posição de vanguarda, através da preparação das suas lideranças para assumirem o papel de protagonistas e assim alavancarem os resultados com suas equipes.

Para que isso ocorra, faz-se necessário uma unicidade organizacional, tendo em vista a coexistência de grupos diferenciados, onde cada um tem seus próprios comportamentos, regras e normas.

Esse tem sido o grande dificultador para que as organizações consigam mudar de coadjuvantes para protagonistas no seu segmento de mercado.

Para que essa mudança aconteça todas as lideranças precisam estar, além de comprometidas, engajadas com o negócio da sua organização. Para Cortella (2015, p. 67):

“Liderança é uma virtude e não um dom. E do ponto de vista filosófico, virtude é uma força intrínseca. Por exemplo: a coragem, o destemor, a iniciativa são forças intrínsecas. Tudo que é virtual é força intrínseca. E virtual não é o que se opõe ao real, mas aquilo que se opõe ao atual.(…) Liderança é uma virtude que está em qualquer pessoa, do ponto de vista virtual. O virtual precisa ser atualizado e realizado”

O Líder Transformador é aquele que está alicerçado pelos valores organizacionais, focando na missão e nos objetivos estratégicos de forma a garantir que a visão seja atendida de forma efetiva.

Este assume o papel não somente de gestor escolhido pela organização para assumir o encaminhamento das equipes, mas, estimula o compartilhamento da relação entre líderes e liderados, para que exista uma parceria para o atingimento dos resultados, de modo que onde todos sejam responsáveis e estejam comprometidos e engajados.

Um Líder Transformador comunica-se com a equipe de forma transparente e desafiadora, compartillhando os rumos que a organização irá tomar.

É aquele que cria um ambiente aberto, sendo estimulador e incentivador, principalmente com a utilização do feedback, reconhecendo e comemorando os resultados..

Pesquisas de J.M. Kouzes & B.Z. Posner constataram que há características no líder que valorizam a sua atuação e são admiradas pelas equipes.

A pesquisa apresenta, em ordem de importância, quatro características principais:

  • Honestidade
  • Competência
  • Olhar para frente
  • Inspiração

A pesquisa também demonstrou que quando olhadas separadamente são habilidades importantes, mas somente isto, habilidades. Para Kouzez (2013, p.12):

“Ao fazer acontecer coisas extraordinárias nas organizações, os líderes adotam o que denominamos as Cinco Práticas da Liderança Exemplar. Eles modelam o estilo, inspiram a visão comum, questionam o processo, capacitam os outros para a ação e animam os corações”.

O Líder Transformador consegue influenciar os outros, sendo o maximizador de potencial, mobilizando desta forma as competências da equipe, em prol dos resultados organizacionais. Cortella (2015, p. 72), comenta:

“Só há uma coisa que atrapalha qualquer processo de liderança é o líder e liderado supor-se já sabedor, conhecedor e iluminado. Afinal de contas, há um antagonismo entre líder e arrogância”.

Desta forma o Líder Transformador tem como premissa o aperfeiçoamento contínuo, visando a otimização dos resultados e fortalecendo desta forma o vínculo de confiança mútua.

Para tanto, precisa entender que as transformações precisam ser, além de estruturais, comportamentais.

Os resultados advindos das Pesquisas de Clima, do Ambiente e da Cultura Organizacional, precisam ser de conhecimento de todos que devem participar e se comprometerem com as definições e implementações das ações que subsidiarão o processo de transformação.

Existem duas maneiras de gerar essa transição, a de forma preventiva e a de forma dramática.

A forma preventiva é utilizada pelas empresas vencedoras, pois antecipa-se ao mercado, definindo novos processos. São aquelas que planejam a sua vida e não se deixam entrar no plano dos outros.

Portanto, não existe transformação organizacional sem o engajamento de todos e para que isto ocorra o papel do Líder Transformador é condição básica.

Se estas questões fazem sentido para você, fica aqui o convite para que conheça mais sobre o assunto e como poderá utilizá-lo ao seu favor para ser um Líder Transformador.

Fontes de Consulta

BERGAMINI, Cecília Whitaker. Liderança: administração do sentido. São Paulo: Atlas, 1994. ____. O Líder Eficaz. São Paulo: Atlas, 2002.
BLANCHARD, Ken. Liderança de alto nível – como criar e liderar organizações de alto desempenho. Porto Alegre. Bookman, 2011.
BUAIZ, Sérgio. Liderança Servidora. Revista Vencer edição nº 45. Disponível em: http://www.vencer.com.br/materia_completa.asp?codediton=45&number=19 acessado
CORTELLA, Mario Sergio. Qual é a tua obra? – Inquietações propositivas sobre gestão, liderança e ética. Petrópolis. Vozes, 2015. 13ª edição.
DAFT, R. L. Organizações: teorias e projetos. São Paulo: Pioneira/Thomson; São Paulo: Learning, 2002.
DINSMORE, Paul Campbell. Poder e influência gerencial: além da autoridade formal. Rio de Janeiro – COP – 1989.
KOUZES, J. M. e POSNER, B.Z. O Desafio da Liderança: Como conseguir Feitos Extraordinários em Organizações. Rio de Janeiro, Campus, 2013.
KHOURY, Karim. Liderança: é uma questão de atitude. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2009.
MARINHO, Robson M. Liderança em Teoria e Prática(in) Liderança: Uma questão de Competência. São Paulo: Saraiva 2005.
PENTEADO, J. R. Whitaker. Técnica de Chefia e Liderança – São Paulo – Ed. Pioneira – 1986.

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Léia Cordeiro
Colunista Oficial, com publicações mensais Proprietária da LCGRH Serviços de Apoio Administrativo Ltda. Doutora em Administração pela Facultad de Ciencias Económicas de la UnaM – Argentina (2009), Mestra em Marketing e Gestão Empresarial (Stricto Sensu) – pela Universidade Internacional – Lisboa (2006). Graduada em Serviço Social pela Faculdade de Ciências Humanas e Sociais de Curitiba (1982) e em Administração de Empresas – FACET (2005). Pós-graduada em Treinamento em Recursos Humanos pela FAE/CDE (1990) e em Metodologia do Ensino Superior (Lato Sensu) pela FESP (2000). Formação em Dinâmica de Grupo pela SBDG (1999), “Practitioner” em Programação Neurolinguística – Colégio Brasileiro de Programação Neurolinguística Dr. Walter de Biase da Silva Filho (1998) e Personal e Professional Coach pela Sociedade Brasileira de Coaching - SBC. Certificação Internacional em Coach pelo ICL – Portugal e ICF – USA (2014). Credenciada nas tecnologias DiSC, SDI®, TMP® e PerformanSe. Experiência de mais de 36 anos na iniciativa privada e pública como SEAB-PR, SEDU-PR, Escola de Governo, ADAPAR, COPEL, SESI, SINDAFEP, SINAPRO, Grupo Gerdau, Conduspar Condutores Elétricos, Jasmine Alimentos, Administradora Educacional Novo Ateneu, De Bernt, FAE, ISAE/FGV, Dom Bosco, Estácio, UNIVEB, UNINTER, GACEA, UNIVEB, UNIBRASIL, entre outras.

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