Redes sociais aumentam taxas de depressão entre meninas

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Redes sociais e depressão

O uso frequente das redes sociais pode desencadear depressão, principalmente em meninas adolescentes.

Embora sejam uma parte do cotidiano da maioria dos jovens e tragam benefícios, as redes sociais proporcionam uma “pressão”, já que estão sempre disponíveis.

Elas ainda fazem com que os jovens comparem “as vidas perfeitas de outros” com a sua própria, afirma Tom Madders, diretor de campanhas da instituição beneficente YoungMinds.

O uso frequente das redes sociais pode desencadear depressão, principalmente em meninas adolescentes, segundo estudo realizado em Londres pelo University College London (UCL).

A pesquisa apontou que meninas são duas vezes mais propensas que meninos a desenvolverem depressão. No estudo, uma em cada quatro meninas apresentou sinais relevantes da doença.

Foram analisados dados de aproximadamente 11 mil jovens no Reino Unido, concluindo que meninas de 14 anos são o grupo de usuários mais presentes e incisivos nas redes sociais.

Dois quintos das meninas usam as redes por mais de três horas por dia, em comparação com um quinto dos meninos.

O assédio online, o sono precário e a baixa autoestima são alguns dos fatores evidenciados pelo tempo gasto nas redes sociais em aproximadamente 75% das meninas de 14 anos.

A pesquisa ainda revela que 38% dos jovens que fazem uso intenso das redes sociais, ou seja, mais de cinco horas por dia, mostraram um sinal de depressão mais grave.

Segundo a ministra de Saúde Mental e Cuidados Sociais Barbara Keeley, a pesquisa aumenta as evidências que mostram o efeito tóxico que o uso excessivo das mídias sociais tem na saúde mental de mulheres e jovens, e as empresas devem assumir essa responsabilidade.

Os pesquisadores alertam os pais, responsáveis e políticos que deem importância ao estudo, pois são relevantes para a política atual de desenvolvimento de diretrizes para o uso seguro das mídias sociais.

Segundo a professora do Instituto de Epidemiologia e Cuidados da Saúde do University College London, Yvonne Kelly, a indústria tem que regular de forma mais rigorosa as horas de uso das mídias sociais para os jovens.

Fonte: Época Negócios

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