Ensinar e treinar habilidades digitais é o foco da empreendedora
A criativa mente da empreendedora oferece propostas para que mulheres acima de 50 anos descubram como enfrentar a bolha digital sem medo.
Uma garota sonhadora, criativa, expressiva, realizadora, humana, insistente… Essa é Joseane Lira, conforme ela mesma se caracteriza, afirmando ser hoje semelhante em tudo o que foi na infância e adolescência.
Uma entrevista deliciosa e extremamente sincera, traz a presença desta mulher/menina que vive o sucesso como empreendedora digital. Acompanhe sua jornada na leitura do artigo que traz @eujoseanelira ao vivo e em cores.
Recordo que Lira é um instrumento que oferece melodias suaves com vibrações em cordas que ressoam longe. Eu imagino o quanto ressoava a energia de Jô, nem tão suave assim, quando, ainda menina, criou um circo junto com seus dois irmãos.
Ela personificava, nessa brincadeira, a mulher elástica, com movimentos e evoluções ao estender corpo e mente. Um dos irmãos era o dançarino e mágico. O outro era o apresentador. O trio era sempre acompanhado de uma tia, que regulava de idade, e brincava junto.
Pela conversa que tive com Joseane Lira, mãe de João Victor e de Rayana, protagonista de sua história e parceira de tantas outras mulheres em seus propósitos de vida, posso dizer que ela continua estendendo-se, aos 60 anos. Prossegue em sua vida tocando com energia e vitalidade ao acordar o público feminino, a partir do seu convite “Fura Bolha Digital 50+”.
Durante sua trajetória de vida, fez sua extensão ao mundo digital, e, com generosidade e acolhimento, sustenta e coordena, hoje, uma comunidade feminina poderosa que ela divulga no Instagram: #autenticasconectadas.
Travessuras e gostosuras
O apelido de Jô, quando menina, dado por sua professora de Português, Terezinha, era de Maria Alcina. Os leitores que conheceram a cantora, lembram-se, certamente, de que ela usava pouca formalidade ao se apresentar e muita criatividade com ousadia, sempre fora do alinhamento tradicional. Quem não a conheceu, procure pelo nome nas IAs ou Google.
Sem dúvida, ao ler o artigo, você entenderá o caminho fora dos trilhos que trouxe a leveza e o lúdico com muita energia, na jornada de nossa protagonista empreendedora, em suas travessuras, e, provavelmente sentirá muito gosto ao conhecer essa pessoa maravilhosa, em mais detalhes.
Com o registro da festa dos 15 anos, podemos perceber que a sonhadora criou algo bem além do tradicional: as garotas foram convidadas a se trajarem com minissaias e os rapazes com calças jeans.
Seu convite era um bolso de calça, e, todos se divertiram muito com esse ambiente informal. A ideia surpreendente foi acolhida por seu pai que não teve outra saída do que investir na proposta da filha ousada e criativa.
Como presente de aniversário Jô ganhou um quarto completo, mas era tradicional demais para a adolescente, e, simplesmente arrancou as gavetas da cômoda, deixando tudo vasado para guardar as suas coisas. Podemos imaginar o furacão em forma de gente que crescia em Pernambuco naqueles tempos?
Ela realizava grandes festas na cidade de Lajedo onde morava, até com concurso do casal melhor caracterizado de cowboy, com cavalo ou sem cavalo. Os detalhes eram cuidados e assegurados por ela para que nada faltasse.
A insistência e expressividade da menina devia endoidar muitas pessoas, inclusive sua mãe, parceira nas costuras de moda inventiva: “eu criava e fazia minhas roupas junto com ela.
Numa das vezes, criei um traje para uma festa que havia sido convidada, confeccionado em cetim branco todo drapeado, acompanhado de luvas de cano longo de cetim preto e de uma echarpe da mesma cor.
Entrei com grande dificuldade no vestido precisando me contorcer e para retirá-lo foi preciso descosturar todinho.”
Até os 16 anos, quando se mudou para Recife, sempre foi requisitada para fazer penteados exagerados (Maria Alcina era seu apelido, lembre!) e também para fazer moda. Moda em roupas e também em coisas imaginadas pela menina, pois era a própria criadora de modas com estilos inusitados.
Veja a moda inventada por Jô: reunia suas amigas para pedalarem às cinco da manhã. Com chuva ou sem chuva, lá estava ela apertando as campainhas das casas das outras.
Numa madrugada molhada, ela fez isso, numa outra rua do bairro, e, ouviu seu Waldemar, pai da amiga, gritar atrás da porta:“essa filha do Jerônimo é “esprivitada” até debaixo d’água!”
E assim ela cresceu esprivitada e expandiu sua criatividade, agora, como profissional, ao concluir em 1990, o Curso de Desenho Industrial.
Criações inventivas de sucesso
Estilista para cantores famosos, criadora de fantasias premiadas em Carnavais, artística plástica que recebeu vários prêmios e homenagens com sua arte sustentável, tipo lixo que pode virar luxo em qualquer evento, aqui ou acolá. Em Recife e até em Fernando Noronha.
Como artista plástica, um evento de estilo sustentável, que merece ser mencionado, foi sua exposição: “Reciclar o Auto da Compadecida – uma homenagem a Ariano Suassuna” na qual a “cena final do julgamento” foi recriada por ela com materiais recicláveis.
Quando concluiu o curso de Desenho Industrial, ela me conta que projetou um quarto de casal, para um ambiente de pouco espaço, no qual “o guarda roupa era com porta de correr e a cama com base esférica, tudo colorido em cinza, preto e amarelo.”
Essa é uma lembrança que Jô deve guardar com muito orgulho, pois demonstra que foi sempre uma inovadora precursora, trazendo ideias que antecipavam as tendências de hoje para apartamentos pequenos.
E comentando sobre antecipação de tendências, na nossa entrevista, surge o assunto do mundo digital e perguntei como havia tido a ideia de oferecer um curso de treinamento num nicho de um público bem definido de mulheres após 50 anos.
Ela comenta que foi funcionária pública e que trabalhava como master coach até o período da Covid. E continua: “a pandemia exigiu de mim aprender, por necessidade, para criar um perfil. Sofri muito no início, pois abandonei o atendimento presencial e não sabia me posicionar nas redes.
Diante de meu desemprego, fui em busca de saídas e digitei no Google “renda extra”. As opções apareceram e eu comecei a peregrinação.” Ela confidencia que se desgastou muito e sentiu bastante dor até aprender, garimpando todas as opções que lhe foram apresentadas.
Comprou cursos sem resultados, e, em janeiro de 2024, ela decide tornar-se estrategista digital e de narrativas. Para isso estudou muito e preencheu vários cadernos de anotação. Foi então, que, finalmente, em maio de 2024, criou @eujoseanelira com o propósito de aplicar tudo que havia aprendido para outras mulheres em faixa de idade próxima a sua.
Podemos simbolizar como sinal do Universo o segundo vídeo de seu perfil em que se apresentou dentro de uma bolha. É possível pensar num prenúncio do treinamento que no final de 2025 foi lançado e até hoje é sucesso absoluto.
Essa situação surpreende a própria Joseane. Com o mesmo propósito, lançou, anteriormente, a Mentoria ABC através de personagens, onde ela era ao mesmo tempo aluna e professora. Com os resultados obtidos pela mentoria, decidiu continuar mobilizando e criando novas propostas para atender a um grupo maior de mulheres maduras.
Conta ainda o que já produziu como empreendedora digital: “Lancei Capcut Na Palma Da Mão, SOS Instagram, Mentoria Insta Destravado, e, em 2025, antes do Natal, lancei o Fura Bolha Digital 50+, um treinamento completo para o mundo digital.”
E, cada vez mais, Joseane busca dar autonomia e visibilidade às mulheres. Ela comenta: “o que vem por aí, eu sei em parte, mas com a minha mente em expansão criativa eu nem imagino tudo o que poderá acontecer.”
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Rede Fura Bolha na Comunidade de Mulheres 50+
Eu também sou aprendiz no treinamento e posso afirmar que foi criada por Jô uma verdadeira comunidade feminina. Como professora e comunicadora, é incansável nas aulas em grupo, e, no contato pessoal com cada aluna para que supere o medo e a inibição no uso dos recursos digitais.
Integra o atendimento individual a partir das dúvidas das alunas com o espírito coletivo de troca entre todas, coordenando o processo com leveza, humor, generosidade e segurança.
Amenidades e dores surgem, naturalmente, através da troca de mensagens espontâneas e essa rede de sustentação entre as participantes vem se consolidando com muita potência.
A realização mais próxima é o Congresso da comunidade para o qual muitas alunas já estão chegando a Recife. No evento, dia 3 de maio de 2026, será exposta uma das esculturas da artista plástica Joseane Lira, dentro da linha de Arte Sustentável em que ela trabalha.

Está programada a venda de produtos de suas alunas com desfile de moda, acompanhado de semijoias e acessórios criados por elas, uma cantora que faz parte do treinamento compôs a música tema que será apresentada e também será lançado o livro Fura Bolha – Histórias De Mulheres Que Decidiram Recomeçar, com textos das alunas. O evento terá participação à distância para anúncio de produtos/serviços por outras integrantes do treinamento.
Ao comentarmos sobre este mega Congresso Fura Bolha Digital 50 +, pergunto sobre o retorno financeiro de suas atividades. Joseane me responde: “o financeiro vem porque é consequência de um ecossistema onde eu estou dando minha vida. Deus deixou claro para mim, Jô, tu tens a missão, tire as mulheres da escuridão e dê voz e luz para elas. É o que tenho feito”.
Uma estratégia que a empreendedora tem usado e acho admirável como oportunidade de negócio é convidar as mulheres a se afiliarem para divulgar e vender o treinamento, recebendo um percentual do valor. Com isso, a rede se amplia, há ampliação de monetização e mais mulheres se organizam em torno dos produtos individuais e com parcerias ao representarem outros serviços oferecidos.
Após tantas informações valiosas, solicitei à minha entrevistada que comentasse livremente como se percebe no mundo do empreendedorismo digital e como vê seu sucesso.
Ela nos respondeu: “estudei muito para ter autoconhecimento, inteligência emocional e padrões comportamentais. Eu sei o que é estar só e ser escanteada porque ninguém acreditava em mim. Meus últimos 5 anos posso dizer que fui uma “mala sem alça”, porém com a graça de Deus me sustentando o tempo inteiro..”
Sua história tem muitos desafios. “Vale trazer informações do que já passei, fui uma mulher que, no primeiro casamento, sofri muita violência doméstica, física e emocional. Tive duas tromboses venosas com embolia pulmonar, fiquei com 20% da visão e passei dezesseis anos me tratando para não ficar cega. Estou aqui porque Deus quer que siga ajudando as mulheres. Quero dar a elas a chance de se sentirem capazes e terem a certeza de que sonhos não tem prazo nem idade para serem realizados.”
Jô revela seu descontentamento com a internet que separa e limita as pessoas, denominando e rotulando sem acolher a vida do modo que se manifesta na realidade do tempo que passa. “Eu, particularmente não gosto nem quero ser parte de grupos, tipo NOLT, pois eu quero ser livre e ser eu mesma com a liberdade de voar…”
Ao voar no coletivo, o que realmente preenche sua alma é receber a mensagem: “Jô, obrigada, você tá fazendo a diferença na minha vida.” A solidariedade feminina e o desejo de realização, habita até hoje a menina criativa, inventadeira de moda, que o vizinho em Lajedo chamou de “esprivitada”. Procurei o significado dessa palavra, encontrei como sinônimo “espevitada”. https://www.dicionarioinformal.com.br/esprivitada/ “refere-se a uma mulher ou menina muito animada, agitada, esperta e cheia de energia, que não para quieta….”
Podemos concluir que assim definiu-se a trajetória da líder, inovadora e mulher de negócio. Obrigada, Joseane Lira! Senti o carisma e a força da mulher empreendedora que enfrenta tantos desafios e traz sua contribuição no coletivo feminino. Me identifico com teu propósito, através da metodologia que criei e aplico na criação coletiva literária para o mesmo público 50+ .
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