Dia do Locutor Radialista, Sete de Novembro

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Locutor Radialista
Locutor Radialista

O Radialista é um Anjo Capaz de Amenizar as Dores dos Ouvintes Com a Ternura de Sua Voz.

Desde o surgimento do rádio, no nosso país, sempre há um locutor radialista atrás dos microfones levando diversão e notícias para a população.

Os locutores já revelaram muitos talentos, principalmente na era de ouro da rádio, e alguns já salvaram até vidas.

Durante muitos anos, o rádio foi o principal veículo que os empreendedores possuíam para divulgar seus produtos. Isto só era feito graças aos locutores.

O Dia do Radialista foi comemorado pela primeira vez num decreto de 1945, criado pelo presidente Getúlio Vargas.

Na época, a celebração era no dia vinte e um de setembro.

Mas em 2006, a data foi mudada para sete de novembro, em homenagem ao nascimento do músico e locutor Ary Barroso.

Assim a comemoração foi para o dia sete de novembro e passou a se chamar: Dia do Locutor Radialista.

Quando eu era adolescente, no começo dos anos 90, as opções de diversão, para a população carente, eram praticamente somente rádio e televisão.

Quando algo na TV não me agradava, logo eu ligava o rádio.

Assim dois radialistas me chamaram a atenção: Rosalmo Vargas e Renato Gaúcho.

Vargas tinha um programa romântico chamado Love Songs, na rádio Caiobá FM, que ia do horário das dez da noite até a meia-noite.

Durante este programa, o locutor lia cartas dos ouvintes, atendia os fãs no ar através de ligações telefônicas, fazia traduções de canções estrangeiras e tocava música romântica.

Muitas vezes as pessoas ligavam para a rádio para desabafar os seus problemas que, às vezes, nem eram sobre a vida amorosa.

Porém Vargas, com toda a sua calma e sabedoria, dava conselhos incríveis aos ouvintes.

Numa noite de inverno, uma idosa ligou para este locutor dizendo que pretendia se suicidar. Pois estava doente, velha, separada, desempregada e há anos não via os filhos.

Vargas, com sua sensibilidade e palavras doces, conseguiu acalmar a mulher.

Inclusive outros ouvintes telefonaram com a intenção de ofertar donativos e atenção para a senhora que estava desesperada.

Assim a anciã conseguiu ajuda de quem nem conhecia.

O slogan principal do programa Love Songs era:

“Onde existe um rádio ligado não existe solidão”.

Eu amava esta frase porque era uma adolescente muito sozinha e nas crises de depressão era a voz do radialista com as músicas que me consolavam.

Como citei acima, outro locutor que se destacou nos anos 90, em Curitiba era Renato Gaúcho com o programa chamado A Música da Minha Vida.

Este programa matinal lia cartas de ouvintes com suas histórias de amores reais.

Há filmes, novelas e livros que falam sobre radialistas, veremos alguns abaixo:

  • Mulheres do Brasil: duas atendentes de lanchonete, de Curitiba, são apaixonadas pelo locutor de um programa romântico da rádio. Mas elas se decepcionam ao descobrir que o radialista é de baixa estatura. O filme também fala de preconceito e de violência contra a mulher.
  • Nada Será Como Antes: série da Globo que fala sobre o início da televisão. Mas nos primeiros capítulos o criador da primeira emissora de TV, do Brasil, se apaixona pela voz de uma locutora.
  • Bom Dia, Vietnã: o locutor Cronauer é recrutado para apresentar um programa de rádio para os militares americanos durante a Guerra do Vietnã. Com carisma e poesia ele anima o exército, mas precisa lidar com os invejosos.
  • A Era do Rádio: relata a importância das figuras dos radialistas nas descobertas de novos talentos na música.
  • Fale Comigo: é a biografia de um presidiário que virou locutor. O filme debate a importância dos radialistas de uma rádio voltada para afrodescendentes que, realmente, existiu nos Estados Unidos.
  • Uma Onda no Ar: quatro jovens de uma comunidade carente trabalham numa rádio comunitária mandando músicas e fazendo denúncias. Por isto são perseguidos.
  • Verdades Que Matam: filme sobre um radialista que faz denúncias e por isto sofre perseguições.
  • Tudo Sobre Rádio: livro de Lourival Pedrazzani, mais conhecido pelo apelido de Palito. Ele trabalhou muito tempo como radialista e na obra relata os segredos desta profissão e até mesmo do funcionamento técnico de uma rádio.

O radialista até hoje é uma figura capaz de amenizar dores com a sua voz e de revelar novos talentos. Por isto, ele merece as melhores homenagens.

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