Inteligência emocional no ambiente corporativo

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Inteligência Emocional

A Inteligência emocional e o desenvolvimento humano em relações corporativas são papeis fundamentais no crescimento real das organizações.

Estudos acerca do comportamento humano em relações interpessoais e laborais assim como a melhor forma de aproveitamento das condições e desenvolvimento humano vem ganhando cada vez mais espaço devido às buscas constantes por melhores resultados organizacionais, ao aumento da competitividade do mercado e a necessidade empresarial de atingir melhores resultados através do comportamento em equipe.

Gestores buscam incansavelmente recursos e inovações que promovam o alcance das metas organizacionais através de empregados capacitados, satisfeitos e que possuam comprometimento afetivo com a empresa, que reverte em forma de aumento da produtividade, e rebaixamento do número de absenteísmo.

A inteligência emocional no ambiente corporativo tem conquistado maior relevância a partir do entendimento de que funcionários felizes produzem mais e tem menores chances de adoecer não só fisicamente como também psiquicamente, reduzindo custos relativos à restituição da saúde do trabalhador.

Por outro lado, estudos realizados sobre a inteligência emocional em gestores indica que pessoas com alto nível de inteligência são capazes de manter relacionamentos mais profundos e desenvolver uma rede social mais segura.

O campo do bem-estar subjetivo começou a ser investigado em 1950 com a finalidade de adquirir conhecimentos suficientes para alcançar uma excelência na qualidade de vida em sociedade

Bem-estar subjetivo é o campo da ciência do comportamento aonde são estudados sentimentos como: felicidade, emoções agradáveis, satisfação em domínios como trabalho e saúde, autorrealização e ausência significativa (baixos níveis) de humores e emoções desagradáveis. Ou seja, suas reações cognitivas e emocionais.

Habilidades de inteligência emocional contribuem significativamente para os relacionamentos interpessoais no ambiente corporativo, pois as emoções servem ás funções comunicativas e sociais. Pessoas emocionalmente inteligentes escolhem melhor o curso de suas ações ao serem inseridas em encontros sociais.

A habilidade de gerenciar emoções e guiar pensamentos ajuda a considerar emoções e informações técnicas ao avaliar um problema interpessoal gerando relacionamentos positivos e evitando assim, serem subjugados por relações negativas

No entanto, compreender as emoções contribuirá indiretamente para a qualidade das relações interpessoais de experiência emocional ajudando na identificação e compreensão das informações de ações de autorregulação.

Assim, empregados mais capacitados, satisfeitos, e envolvidos com o ambiente corporativo, são os que possuem maior comprometimento com a organização.

As dimensões associadas ao tema inteligência emocional e consequentemente ao bem-estar incluem, portanto, componentes de ajuste pessoal: autoaceitação, relações internacionais positivas, autonomia, propósito de vida, domínio do ambiente e crescimento pessoal.

A autoaceitação envolve autoatualização, que se refere à aceitação do ego, que é por onde emergem as reações dos indivíduos com relação a si próprio e aos eventos do cotidiano.

Relações interpessoais positivas se relaciona com a capacidade de se manter em harmonia com colegas de trabalho, laços significativos e construtivos e confiáveis, que por sua vez revela um sinal de maturidade.

A autonomia está relacionada com a autodeterminação, ao senso de independência do indivíduo em vários segmentos da sua vida e a capacidade de autorregulação comportamental a partir de pensamentos e ações assertivas sobre diferentes contextos.

Uma pessoa com autonomia apresenta auto nível de lócus na avaliação interna, o que permite a autoavaliação sob a ótica de padrões pessoais deixando de lado, julgamentos e padrões alheios e possui ainda um processo de individuação suficientemente estruturado que o permite não mais sofrer com a influência de meios coletivos ou convicções de massa.

Já o domínio do ambiente é a capacidade do indivíduo de criar um ambiente satisfatório para si e para o todo, administrar, controlar atividades complexas em quaisquer segmentos e mudar situações adversas com criatividade mas requer maturidade e disponibilidade para gerenciar seu próprio desenvolvimento, possuindo autocontrole de suas emoções, ações, reações e o potencial de fazer escolhas de acordo com suas reais necessidades.

A dimensão propósito de vida se relaciona é a crença que o indivíduo possui com relação ao seu propósito seja pessoal ou profissional. Suas metas, seu senso de direção que contribuirão para a sua vida.

Um indivíduo com propósito de vida possui padrões nítidos de criatividade e desenvolvimento do potencial individual e possui uma necessidade constante de autoatualização e a autopercepção de suas necessidades é vista com habitualidade.

Mostra–se, portanto, evidente que a satisfação no trabalho, dependerá de critérios de conduta aliados à inteligência emocional, enfatizando três componentes básicos para a satisfação: o valor, o grau de importância e a percepção, sendo este último o mais importante, pois orienta na construção da informação da situação atual com relação aos próprios valores.

A satisfação é o resultado do que o trabalhador deseja e o que ele possui, tendo sempre como referência a importância que se dá aquilo que deseja.

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