O que é, e como desenvolver a resiliência?

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Llareta – Deserto do Atacama – Chile

Inicialmente nos anos 60 e 70 a resiliência esteve associada à definição dada pela física.

Michael Rutter, um dos pioneiros no estudo da resiliência no campo da Psicologia, ao buscar um termo que melhor explicasse esse atributo nas pessoas recorreu a esse conceito da física que definia materiais resilientes aqueles que tinham a capacidade de sofrer uma forte pressão e em seguida voltar ao seu estado normal sem sofrer grandes defeitos.

No final dos anos 80 vemos que o termo resiliência já estava se descolando dessa ideia original da física e passava a se apresentar como a capacidade de ser flexível diante da adversidade.

Nas últimas décadas, ela vem sendo apresentada como uma capacidade de ser flexível ao atribuir significados aos fatos e que pode ser desenvolvida em todo ser humano.

Alguns cientistas, para explicar a resiliência, ligam o conceito a teoria do estresse, ligando-a as habilidades de resolver traumas, recorrendo-se aos mecanismos de fuga que temos.

Outros cientistas costumam explicá-la usando a teoria da psicologia positiva e cognitiva, onde apresentam a resiliência como a capacidade de uma pessoa dar significados adequados às suas crenças.

Resiliência é capacidade que temos de sermos flexíveis em momentos que estamos frente a dificuldades ou adversidades.

Essa flexibilidade é construída por meio de um conjunto de crenças que possibilitam transcender os empecilhos da vida e prosperar um futuro com superação.

Essas crenças são criadas por meio de nossa história de vida, das relações de afeto, das pessoas significativas com quem convivemos no decorrer da vida.

Quando essas crenças se tornam coerentes e adequadas, nos tornamos capacitados para enfrentar as situações de adversidades e de estresse elevado, com habilidade para visualizar, compreender e ter decisões que são apropriadas para superar tais adversidades que temos em diferentes áreas da vida.

Como ser resiliente?

Basta uma pesquisa no Google para encontrarmos referências a resiliência como uma característica de personalidade, e frases como “Fulano é resiliente” ou “O que é uma pessoa resiliente?”.

Então, a resiliência é uma característica nata nas pessoas, ou uma competência que podemos desenvolver ao longo da vida e que nos capacita a estarmos resilientes diante de determinadas situações?

Estar resiliente em determinada área da vida não significa que ela esteja em outras áreas.

Por exemplo: podemos ter um comportamento resiliente em nosso ambiente familiar, porém termos dificuldades de desenvolver essa habilidade em no ambiente profissional.

Por este motivo, nós temos diferentes reações em diversas situações. Em alguns casos somo capazes e maduros para superar a adversidade e os embates da vida, e em outras situações nos tornamos imaturos.

Como desenvolver resiliência?

E quando se pretende desenvolver resiliência, quais crenças que nós devemos alterar? Quais são os conjuntos de crenças que nós devemos alterar especificamente para que sejam mudados e transformados?

São aqueles que são diretamente vinculados a resiliência. Nem todo conjunto de crença está vinculado a resiliência, concorda?

As crenças que estão vinculadas ao seu time de futebol não estão vinculadas a resiliência. Confira quais são as oito áreas da vida que estão ligadas à resiliência:
  • Autocontrole: a capacidade de controlar o comportamento de modo flexível, controlar o temperamento, a determinação nos projetos e ter controle no impulso de agir.
  • Análise do Contexto: a habilidade de identificar consequências nas decisões, interpretar as situações de forma correta, ter a capacidade de analisar o ambiente para planejar soluções e analisar as razões e motivos.
  • Otimismo para a vida: a capacidade de confiar no desempenho, contornar os problemas, ter olhar positivo e cultivar esperança.
  • Leitura Corporal: capacidade que uma pessoa adquire em ler as reações que acontecem no corpo quando se o indivíduo se depara com o estresse.
  • Autoconfiança: é a capacidade que uma pessoa adquire de dividir responsabilidades, encontrar soluções na resolução de problemas e sentir-se seguro.
  • Conquistar e manter pessoas: habilidade que o indivíduo tem em trazer pessoas para perto de si e não só trazer, mas manter junto ao longo de sua vida.
  • Empatia: capacidade de ter uma comunicação e reciprocidade com as pessoas, olhar para o outro e emitir uma mensagem de tal modo que o outro responda com reciprocidade.
  • Sentido de vida: ter razão de viver, colocar-se em segurança, ter fé na vida, avaliar riscos e ter significado e propósito para a vida.

Nesta série de 3 vídeos iremos abordar a Resiliência como estratégia Empreendedora:

01 – O que é Resiliência
02 – Resiliência e Estratégia Empreendedora – Parte 01 – Revista A Empreendedora
03 – Resiliência e Estratégia Empreendedora – Parte 02 – Revista A Empreendedora

Imagem destaque: Site Megacuritoso

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Érika Stancolovich
Colunista Oficial, com publicações mensais Érika mora em Taubaté, São Paulo, CEO do Instituto Stancolovich, Oficial R/2 da Força Aérea Brasileira; Doutora em Psicanálise, Mestre em Educação e Psicanálise. Graduou-se em Letras e Pedagogia; possui três Pós Graduações; Professora universitária; Também é formada em Psicanálise Clínica, Executive Coach e Neurocoaching. Conferencista internacional e escritora. Diretora Pedagógica do Conselho Brasileiro de Psicanálise e Psicoterapias (CONBRAPSI). Presidente do Conselho das Mulheres Empresárias de Taubaté. Coordenadora Editorial de três obras. Coautora de outras cinco obras. Consultora de carreira. Apresentadora do quadro: “5 min que mudarão a sua vida!” (Programa de incentivo ao empreendedorismo feminino). Possui um e-book: Como treinar o cérebro para alcançar o intangível! Vários projetos e artigos nas áreas: Educacional, Saúde Mental e Empresarial. Prêmios recebidos: – Referência elogiosa em frente a tropa pelo Comandante da Escola de Especialistas de Aeronáutica; – Diploma de honra ao mérito da Academia Taubateana de Letras; – Professora Universitária homenageada na Faculdade Anhanguera de Taubaté e UNITAU (Universidade de Taubaté); – Placa recebida pela UNICID (Universidade de São Paulo); – Certificado recebido pelo Comandante da EEAR, por ter idealizado e coordenado o I Seminário de Educação da Força Aérea Brasileira; – Prêmio recebido pela CONBRAPSI (Conselho Brasileiro de Psicanálise e Psicoterapias); – Menção honrosa recebida pela Polícia Militar do Estado de Minas Gerais; – Menção honrosa recebida pelo Rotary Club de Ponte Nova, MG; - Embaixadora da Divine Académie Française des Arts Lettres et Culture.

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