A agressividade adolescente na solução de conflitos

Mecanismos desestruturados na incitação da Criminalidade

 A agressividade dos adolescentes deveria impulsionar autoridades a repensarem a banalização na estrutura do fenômeno criminal. Criminalidade esta que compreende escalas bem maiores que a familiar.

Banalizações à parte, a violência há muito tempo deixou de ser meramente especulativa e passou a integrar o campo da percepção midiática, aquele que supervaloriza acontecimentos e enaltece autores de crimes na proporção de sua audiência.

Adolescentes são interpretados como reflexos da modernidade, em que pais exageradamente ocupados ou preocupados com coisas alheias a educação, terceirizam seus valores, destroem conceitos e desmoralizam a ciência em nome da liberdade que o senso comum apresenta.

As telas passaram a conduzir mentes em formação, a competição entre grupos, hoje norteia personalidades criminosas que mal podem esperar para expor a sua grandiosidade egóica.

A preocupação da mídia com a violência não ultrapassa o numerário da audiência, o que nos aponta ou deveria apontar, para a relevância do poder da informação em mentes sensíveis.

A capacidade mental de um criminoso muitas vezes se limita a consciência do outro, da interpretação que faz de si e da ressignificação de sua própria personalidade.

Uma releitura de si a partir de seus mais bárbaros pensamentos sugestionados por crimes insistentemente divulgados.

O ID, a parte mais profunda da personalidade, responsável por impulsionar o indivíduo em seus mais diferentes atos, passa a comandar as estruturas do ego.

Sem padrões de moralidade ou civilidade impostas pelo ego e superego, a mente criminosa luta agora com a ansiedade da prática do ato que pode ser abafada, ainda que por um curto espaço de tempo, pela ausência da facilidade no planejamento.

As ações criminosas somente são altamente expostas a partir do desastre moral, quando o autor finalmente transformou suas intenções delitivas em atos praticados expondo a agressividade que é conduzida através da projeção de casos que foram à tona.

Tem se então a degradação humana, na sua integralidade da sua insanidade moral.

O poder que conduz mentes perversas é o mesmo que se desvincula da responsabilidade de reprimir violências como bullying nas escolas e toda a agressividade que dele emana, que é uma das maiores causas dos atentados promovidos por adolescentes .

Ataques reiterados ignorados por instituições de ensino, garantem a perpetuação de novos atos.

Não há que se falar em prevenção eficaz de delitos sem a compreensão da importância real da repressão da violência em suas primeiras evidências.

Portanto, nítida está a influência negativa que algumas mídias exercem em certos indivíduos, sobretudo aqueles que possuem sérias tendências voltadas ao cometimento de delitos.

Clique aqui e acesse meus outros artigos.

Compartilhar

Facebook
Twitter
LinkedIn
Email
Telegram
Pular para o conteúdo