A diferença entre o empoderamento feminino e o feminismo

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Empoderamento feminino e o feminismo

Empoderamento feminino é o ato de conceder o poder de participação social às mulheres, garantindo que possam estar cientes sobre a luta pelos seus direitos, como a total igualdade entre os gêneros.

É conhecido também como “empoderamento das mulheres”. Esta ação consiste no posicionamento das mulheres em todos os campos sociais, políticos e econômicos.

Embora habitem no mesmo universo, os dois conceitos são coisas distintas.

Enquanto o empoderamento feminino é esse esforço coletivo de poder, o feminismo é um movimento político e ideológico que prega a equidade social, trabalhista, sexual, entre outros.

Esses conceitos estão interligados e um é consequência do outro. Por isso, é impossível falar de empoderamento feminino sem associar à imagem do movimento feminista.

Feminismo é um movimento político, filosófico e social que defende a igualdade de direitos entre mulheres e homens.

O “embrião” do movimento feminista surgiu na Europa em meados do Século XIX, como uma consequência dos ideais propostos pela Revolução Francesa, que tinha como lema a “Igualdade, Liberdade e Fraternidade”.

As mulheres queriam estar inseridas no turbilhão de mudanças sociais que esta revolução trazia. Principalmente, para se sentirem mais cidadãs em uma sociedade historicamente regida pelo patriarquismo.

O feminismo começou a se popularizar no mundo ocidental nas primeiras décadas do Século XX, questionando o poder social, político e econômico dos homens.

O feminismo não é um movimento de sexista, ou seja, que defende a figura feminina sobre o masculino, mas sim uma luta pela igualdade entre ambos os gêneros.

O feminismo é um movimento social de “quebra” da hierarquização, reivindicando igualdade de direitos entre homens e mulheres. No Brasil começou a tomar corpo no começo do Século XX entre as décadas de 1930 e 1940.

Um dos grandes marcos do movimento feminista no Brasil foi a conquista do direito ao voto nas eleições, que aconteceu em 1932, durante o governo do presidente Getúlio Vargas.

No entanto, só tinham permissão para votar as mulheres casadas, com autorização do marido; solteiras e viúvas que tivessem renda própria.

Em 1934 terminaram as restrições do voto feminino, mas ainda assim, até 1946 foi considerado um dever exclusivamente masculino.

O empoderamento feminino é também um desafio às relações tradicionais e patriarcais, em relação ao poder dominante do homem e a manutenção dos seus privilégios de gênero.

E o feminismo, uma forma de exigir equidade de gênero nos diversos tipos de atividades sociais, de modo democrático e responsável.

Atualmente, existem diversas ONG’s (Organizações Não-Governamentais) e instituição que se dedicam ao empoderamento feminino, visando principalmente a igualdade de gêneros.

A Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres) desenvolveu uma lista com sete princípios básicos do empoderamento feminino no âmbito social e profissional:
  1. Estabelecer liderança corporativa sensível à igualdade de gênero, no mais alto nível.
  2. Tratar todas as mulheres e homens de forma justa no trabalho, respeitando e apoiando os direitos humanos e a não-discriminação.
  3. Garantir a saúde, segurança e bem-estar de todas as mulheres e homens que trabalham na empresa.
  4. Promover educação, capacitação e desenvolvimento profissional para as mulheres.
  5. Apoiar empreendedorismo de mulheres e promover políticas de empoderamento das mulheres através das cadeias de suprimentos e marketing.
  6. Promover a igualdade de gênero através de iniciativas voltadas à comunidade e ao ativismo social.
  7. Medir, documentar e publicar os progressos da empresa na promoção da igualdade de gênero.

A prática do empoderamento feminino não deve ser apenas das mulheres. Os homens também precisam se certificar de que haja uma ampla igualdade entre o posicionamento e participação de ambos os gêneros na sociedade.

Em um passado não muito distante, as habilidades consideradas femininas não eram exploradas da mesma maneira que as habilidades masculinas.

O mercado de trabalho demorou para reconhecer que a presença das mulheres ajuda em uma nova visão.

O público feminino não só enxerga os negócios de forma diferente, mas também a movimentar a economia de uma maneira mais igualitária e inclusiva.

Com o avanço e crescimento da industrialização no Brasil ocorreram a transformação da estrutura produtiva, o contínuo processo de urbanização e a redução das taxas de fecundidade nas famílias, proporcionando a inclusão e intensificação das mulheres no mercado de trabalho.

São diversas ainda as desigualdades existentes na sociedade brasileira. Uma das mais evidentes refere-se às relações de gênero, menos relacionada à questão econômica e mais ao ponto de vista cultural e social.

Constituindo a partir daí as representações sociais sobre a participação da mulher dentro de espaços variados, seja na família, na escola, igreja, nos movimentos sociais, enfim, na vida em sociedade.

A bandeira a favor da igualdade de gênero já tem história, e esta hasteada há várias décadas. Em 2018 você “mulher empreendedora” terá ainda mais espaço e diversas oportunidades para exercitar “o empoderamento feminino”.

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