A guerra nos ensina a valorizar a convivência com pessoas da Paz

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A guerra nos ensina
A guerra nos ensina a valorizar a convivência com pessoas da Paz

A oportunidade de experimentar sentimentos elevados de Paz

A guerra nos ensina a valorizar a convivência com pessoas que praticam a Paz e isso nos faz refletir sobre o que significa estar em Paz?

Em tempos de guerra entre Rússia e Ucrânia, pensar em paz é urgente!!! Há uma necessidade intrínseca em nos solidarizarmos com as pessoas e levarmos um pouco de paz. Mas, como eu vivo a paz? Como eu posso distribuir a paz? Eu sei o que isso significa?

Parece que com o tempo nos acostumamos com as mazelas da guerra. As notícias vão perdendo o clamor e vamos nos importando mais com aspectos puramente econômicos das consequências de uma guerra de efeitos globais.

Não que isso seja menos importante. Pelo contrário, vivemos em uma sociedade economicamente globalizada e dependente das atividades e capacidades de muitos países que por suas singularidades territoriais e climáticas produzem o que o mundo necessita.

As guerras sempre existiram, justificando-se pelas conquistas e avanços “talvez” necessários, decorrentes desses embates. O ser humano vestido com o seu egoísmo peculiar, sempre justificando os meios para, de alguma forma, “legalizar” suas conquistas.

Há o que possa justificar uma guerra? Século XXI. Tecnologias de ponta.

Penso que nada justifica estar em guerra.

  • Mas por que a guerra?
  • Onde está a nossa capacidade de dialogar?
  • Onde está o nosso discernimento a respeito da diplomacia. O que é diplomacia?

Não refletimos sobre isso! Nossos idiomas e singularidades culturais talvez nos impeçam de alcançar um entendimento, um consenso sobre o que significa a Paz.

  • Mas Paz tem diferença entre um país e outro?
  • A paz é diferente entre as pessoas?
  • Aí voltamos a pergunta inicial: “você já se perguntou o que significa estar em Paz?”

Eu comecei a experimentar a paz desde pequena, quando tive a oportunidade de conviver com o meu avô materno. O “ucraniano” que eu conheci, Constantino Werenczuck!!!

Fugiu da guerra aos 17 anos de idade e cruzou os mares. Deixou para trás sua mãe e a família, em busca de vida e paz. Acostumou com a saudade. Saudade deixa o coração inquieto e nos ensina as primeiras lições sobre a paz: a resiliência.

No Brasil, meu avô construiu sua vida e família. Aprendeu novo ofício: era sapateiro. Fez muitas botas de cano de gaita! Plantava frutas, flores, rosas das mais diversas cores!

A rosa branca era teimosa, insistia em não pegar! Mas ele conseguiu! Plantava a Paz por onde passava. Apesar das lembranças e vivências da guerra, era uma pessoa compreensiva e amiga.

Eu tive a oportunidade de conhecer essa pessoa que viveu e praticou a paz. E reflito, hoje, sobre as diferenças culturais nos impedindo alcançar o real significado da Paz. Insisto mais uma vez, nada justifica uma guerra.

Paz é paz! Quem sente a tranquilidade da alma, sem conseguir explicar e emana sua energia acolhendo a todos que experimentam esse padrão de sentimento elevado, está vivendo e distribuindo a paz.

A Paz é possível. Necessário pensarmos mais na liberdade que ela nos proporciona e como podemos ajudar as pessoas a viverem as sutilezas da paz.

Para isso precisamos estar atentos e dispostos a reciclarmos nossos pensamentos e sentimentos.

Respeitarmos as diferenças e aprendermos com elas. As pessoas que convivemos nos ensinam e aprendem. É uma troca e oportunidade, muitas vezes única, de experimentarmos sentimentos elevados de serenidade.

Quem experimenta um momento qualquer de paz, jamais esquece. Meu avô ucraniano não desistiu de plantar a rosa branca! Abominava a guerra e toda atitude que pudesse gerar confronto. Por isso não podemos perder a oportunidade de viver e conhecer pessoas que praticam a Paz. Vamos ficar atentos à vida e ao nosso padrão de pensamento para atrair sentimentos elevados.

Vô, como se colhe a Paz?

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