A Importância da Comunicação Empresarial

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Comunicação Empresarial
Comunicação Empresarial Integrada

A velocidade das mudanças que ocorrem em todos os campos determina um novo comportamento institucional das organizações perante a opinião pública.

A comunicação empresarial assume na sociedade atual cada vez mais uma importância nunca vista.

A preocupação é cada vez maior com as reações sociais, com os acontecimentos políticos e com os fatos econômicos mundiais.

Nesse contexto, passa a ser uma necessidade o planejamento de uma comunicação consistente que responda aos novos anseios e às novas exigências, além de um investimento para o futuro.

As organizações não podem mais se manter indiferentes, fechadas ao que acontece no mundo.

Ao contrário, tem que assumir posturas cada vez mais claras, definidas e precisas. Isto só é possível com uma comunicação consistente, que deve ocupar o espaço significativo nas suas estruturas funcionais.

Grande parte das organizações públicas e privadas ainda não descobriu, ou melhor, ainda não valorizou a comunicação como deveria, principalmente o seu poder de renovação do ambiente, de facilitar as relações e colaborar para a eficácia das realizações corporativas.

Isso fica evidente quando se observa que, muitas delas, não têm um setor especializado em comunicação, assim como as áreas tradicionais: finanças, produção, desenvolvimento, administração e vendas.

O que há geralmente, é uma estrutura parcial de comunicação, com serviços fragmentados, sem profissionais da área e sem uma política definida. Isso não tem se mostrado o bastante.

É importante vê-la de maneira mais abrangente e planejá-la globalmente, numa perspectiva de comunicação integrada (Kotler, 2005).

Ainda segundo Philip Kotler (2005), o Marketing moderno exige mais do que desenvolver um bom produto, acessível aos consumidores-alvo, com um preço acessível.

As empresas devem também comunicar-se com seu consumidores atuais e potenciais, varejistas, fornecedores, outros stakeholders e público em geral.

Nesse sentido, pode-se afirmar ainda, segundo Kotler (2005), que

“inevitavelmente, qualquer empresa assume o papel de comunicadora e promotora. O problema não é se elas devem ou não comunicar, mas, ao contrário, o que dizer, a quem e em que frequência.”

A comunicação administrativa, a comunicação institucional e a comunicação mercadológica formam, portanto, o composto da comunicação das organizações.

A eficácia da comunicação nas organizações depende da atuação integrada das atividades inerentes a esses três tipos de comunicação, apesar das diferenças e das especificidades de cada setor.

A importância da comunicação integrada na empresa, num mundo globalizado, está no fortalecimento do seu conceito institucional, mercadológico e corporativo junto à sociedade.

Além disso, só a comunicação integrada permite que se estabeleça uma política global, em função de uma coerência maior entre os diversos programas, de uma linguagem comum a todos os setores e de um comportamento organizacional homogêneo.

Dentro dessa malha de especificidades e objetivos da comunicação empresarial insere-se a comunicação interna como um setor planejado, com objetivos definidos para viabilizar toda a interação possível entre a organização e seus colaboradores.

A empresa Rhodia estabeleceu o seguinte conceito para comunicação interna: é uma ferramenta estratégica para compatibilização dos interesses dos colaboradores e da empresa, através do estímulo ao diálogo, à troca de informações e de experiências, e à participação de todos os níveis.

Essa definição evidencia a necessidade de considerar-se a comunicação interna como uma área estratégica, incorporada ao conjunto da definição de políticas, estratégias e objetivos funcionais da organização.

Caso contrário, os programas a serem desenvolvidos correrão o risco de serem parciais e paliativos.

Compatibilizar os interesses entre capital e trabalho é um dos grandes desafios da empresa hoje, daí a necessidade de uma atividade que promova o diálogo construtivo entre empresários e trabalhadores.

Na realidade brasileira observamos que grande parte das organizações pratica o capitalismo individualista em que a forte tendência é a busca de vantagens próprias e sucesso econômico, sem que se pense coletivamente, sem preocupação ou compromisso social.

Por isso é fundamental, na implantação da comunicação interna, a busca da coerência entre o discurso e a prática das organizações, sob pena do trabalho não obter credibilidade junto ao público-alvo.

De nada adiantam programas maravilhosos de comunicação se os colaboradores não são respeitados nos seus direitos de cidadãos e não são considerados o público principal, no conjunto dos públicos de uma organização.

O maior desafio da comunicação interna é desfazer o conceito de “inimiga” que a empresa pode ter junto aos colaboradores, mas, ao contrário, disseminar sua característica de agrupamento social intencionalmente constituído para alcançar objetivos específicos e comuns.

Assim um projeto de comunicação pressupõe também mudanças nessa direção para que se consiga compatibilizar os interesses dos colaboradores com os da organização.

A importância da comunicação interna pode ser analisada do lado dos colaboradores e do lado das organizações. O indivíduo, antes de ser um empregado é um cidadão.

Esta comunicação deve contribuir para o exercício da cidadania e para a valorização da pessoa.

Se considerarmos que a pessoa passa a maior parte do seu dia dentro das organizações, as razões são muitas para que o ambiente de trabalho seja o mais agradável possível.

A comunicação pode contribuir efetivamente para agilizar e melhorar o diálogo, promovendo a integração entre os diferentes setores.

Todos os investimentos efetuados nessa área serão vantajosos e relevantes porque o público interno é multiplicador.

O empregado possivelmente é um porta-voz da organização de forma positiva ou negativa junto a sua família, aos amigos e seu ambiente social.

Tudo dependerá de seu engajamento na empresa e da confiança que ele tem na qualidade de seus produtos e serviços.

Na medida que antecipa respostas para suas necessidades e expectativas, essa comunicação ajudará a mediar conflitos e buscar soluções preventivas.

Outro aspecto a ser considerado é o da relevância do conceito de comunicação de massa no âmbito das empresas.

Tal preocupação pode ser entendida no momento em que estabelecemos comparações entre o público da comunicação de massa propriamente dita e o público, por exemplo, do interior de uma determinada empresa.

O primeiro é anônimo, amplo e heterogêneo. O segundo, evidentemente, é, mais equalizado e específico.

Embora com traços de heterogeneidade, o público da empresa é delimitado e identificável, o que facilita a comunicação, a despeito do campo de experiência de cada grupo ser diferente.

Mas há um fator vital a ser considerado na compreensão e elaboração da comunicação interna: o público de uma empresa é também o público-alvo da comunicação de massa.

Variam as circunstâncias, os locais, os horários de recebimento de mensagens e as próprias mensagens. No entanto, não variam os receptores enquanto parte de um todo.

Muitas vezes, dependendo das condições da empresa, pouco variam os próprios meios utilizados.

Por isso, uma comunicação interna eficiente e participativa, por meio de todo instrumental disponível envolverá o empregado nos assuntos da organização e nos fatos que estão ocorrendo no país e no mundo.

Com um olhar para dentro e outro para fora ele acompanhará de forma consciente a dinâmica da história, exercendo suas funções em parceria com a organização e em sintonia com a realidade social vigente.

A importância da comunicação empresarial reside sobretudo nas possibilidades que ela oferece de estímulo ao diálogo e à troca de informações entre a gestão executiva e a base operacional, na busca da qualidade de produtos e serviços e no cumprimento da missão da organização.

O desafio da comunicação interna e do profissional responsável pela tarefa é tornar o veículo o mais informativo e imparcial possível, estabelecendo um canal de participação para os colaboradores em todos os níveis, observando-se o objetivo de divulgação das diretrizes corporativas.

Se este tema fez sentido para você, te convido para se aprofundar no assunto definindo formas de utilizá-lo ao seu favor.

Fontes de Consulta:

  • ANSOFF, H.I.; MCDONNEL, E.J. Implantando a administração estratégica. Trad. Antônio ZorattoSanvicente, Guilherme Ary Plonky. 2. Ed. São Paulo: Atlas, 1993.
  • BARÇANTE, L. C.; CASTRO, G. C. Ouvindo a voz do cliente: transforme seu funcionário num parceiro. 3 ed. Rio de Janeiro: Qualitymark, 1999.
  • BEKIN, S. F. Conversando sobre endomarketing. São Paulo: Makron Books, 1995.
  • BOGMANN, I. M. Marketing de relacionamento: estratégias de fidelização e suas implicações financeiras. São Paulo: Nobel, 2002.
  • BRUM, A. M. Um olhar sobre o marketing interno. Porto Alegre: L&PM, 2000.
  • BRUM, A. M. Endomarketing como estratégia de gestão: encante seu cliente interno. Porto Alegre: L&PM, 1998.
  • BULGACOV, S. Conteúdo e processo estratégico: estudo comparativo de casos na indústria alimentícia do Paraná. Tese do curso de Pós-Graduação da EAESPS-FGV, 1997.
  • CERQUEIRA, W. Endomarketing: educação e cultura para a qualidade. Rio de Janeiro: Qualitymark, 1994.
  • COBRA, M. Administração de Marketing. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1992.
  • GRÖNROOS, C. Marketing: gerenciamento e serviços – a competição na hora da verdade. Rio de Janeiro: Campus, 1995.
  • KOTLER, P. Administração de Marketing. 5ª ed. São Paulo: Atlas, 1998.
  • MCKENNA, R. Marketing de Relacionamento. 9ª ed. Rio de Janeiro: Campus, 1999.
  • MONKS, J. Administração da produção. São Paulo: Mc Graw-Hill, 1985.

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