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Amigos te apoiam, incentivam, mas… Não te curtem, por quê?

Amigos te apoiam, incentivam, mas… Não te curtem, por quê?

Likes, onde vivem? o que comem?

Amigos te apoiam, incentivam, mas…não te curtem, por quê? Sei que não apenas eu já passei por isso, é algo deveras curioso esse acontecimento. Mas para entender melhor é necessário um contexto da sociedade atual.

Com a intensidade das redes sociais, streamings, IA – Inteligência Artificial, etc., fica cada vez mais nítido o quanto o comportamento humano vem se alterando. Refletindo na forma como nos relacionamos, seja em ambientes familiares, sociais, em situações de envolvimento afetivo e no trabalho.

Aliás, o próprio trabalho também está se modificando, segundo André Cia, especialista em IA, que conduziu uma pesquisa com o chat GPT-4 mais de 50 profissões tendem a ser substituídas a longo prazo, iniciando o processo nos próximos 5 anos.

Nessa pesquisa, foi levantado em quanto tempo a IA levaria para absorver e aplicar as mesmas informações e habilidades necessárias em determinadas funções. O resultado foi surpreendente.

Só para contextualizar, vou listar alguns exemplos desse resultado:

  • Astrólogo: 60 meses,
  • Educador físico: 48 meses,
  • Farmacêutico: 36 meses,
  • Nutricionista: 48 meses,
  • Psicólogo: 60 meses.

E, essas são apenas algumas listadas.

Toda essa revolução tecnológica, também impacta muito os jovens. Por isso, dentre outros fatores, a juventude vem cada vez mais querendo profissões atuais como serem streamings, gamers, etc., ao invés das profissões convencionais.

Aliás, não apenas os jovens. O sonho de poder trabalhar em casa, ser o próprio chefe, ganhar dinheiro enquanto dorme, vem contagiando todas as faixas etárias.

A internet, as redes sociais se tornaram a grande praça pública, que possibilita a divulgação de trabalhos, produtos, serviços. Ter visibilidade nessa praça, hoje, é um bom negócio. Se não for o único possível atualmente.

Até eu, que sempre quis me manter um pouco distante dessa febre tecnológica, estou aqui. Escrevendo artigos, fazendo vídeos, etc., afim de poder me divulgar, poder angariar mais clientes ao mesmo tempo em que tento ajudar a sociedade com alguma informação que considero útil.

Claro que nesses tempos de democracia virtual, muitas pessoas se apresentam com iguais intenções e informações utilitárias. A concorrência é pesada, muitas vezes injusta. E, por isso, dentre outros fatores, eu posso falhar na minha humilde missão.

Mas, ao me colocar para fazer parte de tudo isso, aprendo observando com cuidadosa análise toda essa mudança e padrão comportamental. E, esse aprendizado, não falhará.

Entre algumas dessas coisas analisadas, uma específica chama mais a minha atenção e falarei dela a seguir, contando com a sua ajuda amigo(a) leitor (a) para fazer a sua própria investigação e reflexão.

Ao solicitar dos amigos, parentes, etc., que mais te apoiavam uma manifestação real e concreta desse apoio, na forma simbolizada hoje através de likes, compartilhamentos ou comentários, misteriosamente o tal apoio some.

E esse fenômeno é estranho, merece atenção da NASA. Pois, como vimos anteriormente, nesses tempos atuais em que a revolução tecnológica tem virado e proporcionado o pão nosso de cada dia, de forma direta ou indireta, esse apoio, em uma leitura fria, significa dinheiro.

E aqui, alguns podem até argumentar que justamente por significar dinheiro, muitos não terão condição de disponibilizar. Porém, lembremos amigos(as) que o ambiente é virtual e esse universo, ou metaverso, como diz Bauman¹, é liquido e não concreto.

Assim, o apoio na forma de likes, curtidas, etc., não custará de fato dinheiro aos nossos amigos. Apenas a possibilidade de se ter ele através das monetizações, network, etc. Ou seja, quem pagará de fato, são terceiros.

Percebam como aqui, as coisas ficam mais estranhas. Podemos entender a partir disso, que algumas pessoas que na sua frente demonstram apoio, ou amizade não seriam capazes de te fato ajudarem você a prosperar, mesmo gratuitamente.

Sorriem para você, mas não são capazes de te elogiar ou demonstrar esse apoio publicamente. Afinal, um like simboliza que aquela pessoa está te respaldando de alguma forma. Ora, se dizem ser pessoas amigas e afirmam gostar do seu trabalho, o que as impedem?

Será, que se saíssemos do meio virtual e por exemplo, você tivesse uma loja física, esses que dizem ser amigos comprariam de fato na sua loja? Ou a indicariam para outros? Seguindo essa lógica, não.

Seria então uma amizade falsa? Inveja? Por quê muitas vezes aqueles mais próximos de nós não querem de fato nos ver crescendo? E por que é mais fácil apoiarmos desconhecidos?

Pois é, muitas perguntas, mas poucas respostas. Sei que esse enigma é antigo. Na Bíblia, em Marcos 6:4 podemos ler

“Jesus lhes disse: Só em sua própria terra, entre seus parentes e em sua própria casa, é que um profeta não tem honra”

Mais tarde, essa passagem bíblica se torna o provérbio popular: santo de casa não faz milagre. É, Jesus realmente sabe todas as coisas. Talvez também por isso, ele já sabia que a traição viria de alguém do convívio dele.

Sim, esse fenômeno tem muito de inveja. Que é auto explicativa.

E também carrega em si o fato de que muitos a nossa volta, inconscientemente não querem prosperar, assim, se veem alguém próximo tentando subir logo tratam de sabotar de alguma forma, para que continuem no mesmo lugar em que estão.

Por isso, o santo de casa não faz milagres. Afinal é como se houvesse um dispositivo mental que diz “ora, se viemos ou estamos no mesmo lugar, porque essa pessoa consegue e eu não?”

No inconsciente burro dessas pessoas, é como se ao celebrar, respaldar, ajudar alguém a prosperar não fosse reconhecer o talento de alguém, mas sim o próprio fracasso.

Ao invés de ver o exemplo próximo como um incentivo, elas enxergam como um incômodo, algo que as vão tirar da própria zona de conforto, pois irão reconhecer em si a falta de algum talento, e o pior, a falta de vontade de querer ter um.

Assim, ao puxar alguém para baixo, ou, impedir que a pessoa que deseja lutar de ter forças, elas enfim conseguissem nivelar todos por baixo. A descida é sempre mais fácil que a subida.

Pois, as desculpas como:

“olha, ninguém aqui consegue tal coisa”, ou “esse lugar que estamos é muito difícil” são sempre melhores do que uma verdade como “você viu? nosso amigo(a) está fazendo sucesso, então também podemos conseguir!”

É uma triste realidade, mas existe um consolo nela. Pois, antes da tecnologia, das redes sociais, não conseguíamos ver tão claramente esse padrão tóxico de algumas pessoas tão materializados.

Muita gente se preocupa com os haters, mas, por mais irônico que pareça, eles são transparentes. Se posicionam ao menos.

 Eu particularmente me preocupo mais com pessoas do dia a dia que me dão sorrisos, tapinha nas costas, que buscam meus conselhos ou ideias, mas, são incapazes de reconhecer algo bom em mim ou no meu trabalho publicamente.

E aqui, não se trata de ego. Não é querer afagos e brilhos. Mas sim a ajuda que em off normalmente se ouve, quando algumas dessas pessoas do nosso convívio dizem “olha, estou sempre aqui se precisar”.

Claro que não é por serem pessoas próximas que serão obrigadas a gostar de tudo o que você faz, mas, se não gostam e possuem a liberdade de conversar contigo. Então por que não dão sugestões para a melhora?

Por que inclusive dizem que leram seu texto, viram seus vídeos, afirmam que gostaram, mas não curtem de fato? Onde moram os likes dessas pessoas, e o que eles comem? Será que elas os alimentam apenas com inveja?

Bom, as perguntas continuarão. E a análise desse comportamento pode ser muito útil para filtramos pessoas a nossa volta. Devemos separar o joio do trigo.

E você, já passou por algo semelhante? Comente. E aos amigos verdadeiros, aos desconhecidos amigos, aos colegas conhecidos e aos haters corajosos, agradeço as curtidas e as críticas, o real apoio.

Aos invejosos e os que estagnam puxando demais para baixo, sugiro terapia, e posso fazer um bom desconto.

  1. Referência: ¹ Zygmunt Bauman – livro A Modernidade Líquida.

Entre em contato para mais informações:

Instagram: @essentiapsiquiatria

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