Casamento: Devo me divorciar ou não?

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Devo me divorciar ou não?

O casamento é o elo horizontal mais importante que, alguns, decidem criar, carregando inúmeras esperanças; claro todas positivas.

E quando isso se transforma num verdadeiro pesadelo?

A grande questão que surge é: “devo me divorciar ou não?”. Tal dúvida está incrustada, embora muitos não acreditem, inclusive naqueles que me procuram quando decidem se divorciar.

Por anos de advocacia ao entrevistar aqueles que querem se divorciar, fui percebendo e entendendo que todas elas estão abarrotadas por tal questionamento, mesmo diante de falta de expressões de amor, de fidelidade, de cumplicidade, de afeto, de cuidado, de troca, bem como diante de violências verbais e físicas, dentre outros.

E mais. A maioria dessas pessoas, embora machucadas e num estado de angústia, ainda emergem amor pelo outro.

Entretanto, o sentimento de aflição, desespero, tristeza, dores físicas e psíquicas não permitem pensar em outra solução senão o divórcio.

Não se pode perder de vista que, aqueles que sofrem violências físicas, mentais e psicológicas precisam ser fortes o suficiente para dizer “sim” à cessação de sofrimento, sob pena de morte em vida.

Porém, em outros tipos de relacionamentos, o que noto é que, nos melhores deles, não há conhecimento um do outro; não existe imersão na pessoa do outro.

Comunicação conjugal

Conhecer o outro e permitir que ele o conheça, especialmente a sua linguagem de amor, ou seja, a sua maneira específica de identificar, de receber e dar amor, é indispensável para um relacionamento saudável.

Citamos como exemplo a pessoa que oferece no vínculo conjugal como expressão de amor presentes e gestos de serviços ao outro quando para este a verdadeira forma de se ver amado é o toque físico.

Ou para aquele que ver o tempo do outro sendo dedicado a si e sua família é a maior expressão de amor, porém o outro lhe oferece palavras positivas, gestos de cuidado, de proteção.

Note, que nenhuma dessas linguagens de amor são negativas.

O problema é que quando direcionada para a pessoa cuja linguagem de amor não é idêntica as dificuldades de manter o relacionamento começa e abre-se brechas para o pior de cada um irromper.

E, ao passo que o casal não se conhece, o orgulho vai aumentando em cada um até o ponto de se perderem no caminho que inicialmente decidiram com tantas expectativas e tudo, ao passar do tempo, se transforma numa tragédia.

Quem já passou por isso sabe exatamente a que me refiro… os problemas se intensificam ao passar do tempo.

E porque estou escrevendo isso tudo?

Bom… esse é um ponto relevante e determinante para os meus clientes quando explorado.

Ouvi uma frase há muito tempo que a carrego comigo: “divórcio é como colar duas folhas de sulfite de ponta a ponta e posteriormente tentar descolar”.

Então, antes que isso aconteça é importante parar, refletir alguns pontos, em especial se ainda há amor capaz de manter esse relacionamento, assim como se foram capazes de identificar a linguagem de amor um do outro e, consequentemente de satisfazê-las e, também se estivesse no lugar do outro o que faria para ser diferente.

Particularmente, aprecio uma última análise, para que o “se” não esteja presente no futuro daquele que decidir divorciar-se, qual seja: “o seu eu neste relacionamento foi o melhor de você?”.

Sim, o “se” pode tirar a sua paz para sempre, pois olhar para trás e enxergar que poderia ter dado certo “se eu…” é definitivamente um sofrimento eterno escondido.

Claro que, não raras as vezes, estes questionamentos não permitem respostas imediatas e requer tempo.

Porém, devo confessar que de cada 10 pessoas que me procuram para se divorciarem, 8 delas decidem tentar novamente.

Logo, se estiver neste momento de dúvida, medite e tome a melhor decisão que lhe trará paz e maior felicidade!

No próximo artigo daremos algumas dicas de como se divorciar.

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