Mulheres no agronegócio, mudança de patamares

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Mulheres no agronegócio, mudança de patamares

Há anos mulheres vem quebrando paradigmas no mercado de trabalho.

As mulheres no agronegócio não são diferentes, pois têm crescido exponencialmente o número de mulheres empreendedoras, gestoras e trabalhadoras no segmento.

Seria eu ousada por acreditar que foram mulheres que criaram a agricultura?

Nos tempos antigos, o homem era responsável pela procura do alimento e a mulher pelo cuidado dos filhos. Me faz sentido imaginar que, a mulher observou que onde descartava os restos dos alimentos, que inclui as sementes, nascia uma planta.

Ainda, seria ela responsável por criar tecnologia para cultivo naqueles tempos, onde conseguiu perceber que ao limpar um terreno, colocar sementes e cobri-las com terra teria ali então potenciais plantas produzindo alimento.

Em tempos atuais, as atividades ligadas ao agronegócio são tradicionalmente conhecidas como atividades do sexo masculino. Porém, esse conceito vem sendo mudado.

Temos mais formas de combater a discriminação de gênero no setor, em geral as mulheres têm estudado e se capacitado mais, temos acesso à tecnologia e conseguimos comunicar amplamente a contribuição da mulher no meio agrícola.

Estudos da FAO (Food and Agriculture Organization) mostram que as

mulheres são responsáveis pela produção de mais da metade dos alimentos que chegam às mesas em todo o mundo.

Que nos países menos desenvolvidos, a presença das mulheres na economia agrícola é maior, sendo que mais de 70% das mulheres economicamente ativas trabalham na agricultura.

Além disso, segundo dados da CSW (Comissão sobre a Situação da Mulher), da ONU (Organização das Nações Unidas), 43% do 1,3 bilhão de pequenos agricultores do mundo todo são mulheres.

Segundo o CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o número de mulheres no mercado de trabalho do agronegócio brasileiro cresceu nos últimos anos, aumentando de 24,1% para 28,0% entre os anos de 2004 e 2015.

No Brasil, ainda somos poucas representantes participando desse mercado, principalmente quando se fala do seguimento da agropecuária.

Nos seguimentos de agroindústria e agrosserviços temos um maior número de mulheres, principalmente nos que tangem soja, milho e hortifruti.

Ainda, apesar das barreiras que enfrentamos, a inserção feminina no agronegócio vem aumentando ano após ano.

Estamos na era do protagonismo feminino no agro, vamos nos engajar e participar!

2 COMENTÁRIOS

  1. Júlia você é um exemplo desse protagonismo feminino no Agro negócio, não é mesmo?!
    Que tal nos contar mais como tem sido na prática essa sua inserção e os desafios de uma empreendedora mulher nessa área?
    Obrigada?

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