Ser homem – Eles pensam se comportam confirmando sua identidade

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Identidade masculina

Ser homem não é uma tarefa nada fácil quando o meio social exerce uma cobrança infinita na confirmação de uma identidade masculina.

A identidade masculina nunca foi algo tão fácil para ser exercida. Observo constantemente em atendimento psicológico como os homens têm tantas dúvidas e pouco se expressam sobre elas.

Medos, inseguranças, angústias, desmotivação também rodeiam os homens. Enganam-se quem pensa que numa roda de amigos o homem se revela de verdade. Claro que não.

Ele libera o estresse e por algumas horas se desconecta dos problemas mais complexos. Ainda assim, se um só amigo souber de suas angústias já é o bastante para o homem.

Existem muitas crenças sobre o comportamento do homem que estão baseadas num comportamento antigo de décadas atrás. No qual o homem é comparado a todo o momento.

O que temos sobre o homem é a história de um patriarcado que se via superior, soberano, que tinha que demonstrar força, liderança, inteligência plena, domínio de todas as coisas.

Assim era ser um homem de verdade. Não importa se ele tinha medos ou insegurança. Ele tinha que ser forte sem querer ser, tinha que enfrentar desafios mesmo com muitas dúvidas.

Qualquer atitude diferente que remetesse a ideia de fraqueza ou submissão o homem perdia sua credibilidade. Se pensarmos melhor, ainda hoje é assim que se pensa.

O homem hoje tem se mostrado mais atento as mudanças que se fazem necessárias. Principalmente, quando se fala de relacionamentos e das próprias emoções.

Os homens estão percebendo que determinadas emoções se não forem demonstradas no momento certo poderão perder oportunidades que não retornarão mais. Falo da relação homem e mulher. As mulheres cresceram e apareceram e os homens necessitam acompanhar esta evolução.

Às vezes se fala na crise de relacionamentos por causa do comportamento do homem ou do comportamento da mulher. Na verdade, não há crise e sim, mudanças nos comportamentos.

Nenhum dos dois quer estar em posições tão soberanas que impeça uma convivência equilibrada e de troca. Homens querem uma mulher parceira e determinada como as mulheres desejam um homem mais atencioso e parceiro.

Vale ressaltar que homens e mulheres se reservarem um olhar mais criterioso para estas mudanças. Sem que tudo se resuma em machismo e feminismo. Claro que estas ideologias existem. Mas não é uma ideologia de todos os homens nem de todas as mulheres.

O que vejo é que homens e mulheres estão em pleno descobrimento destes novos comportamentos e das novas formas de se relacionar.

Se ambos se permitirem a descoberta como é o sexo masculino e o sexo feminino sem julgamentos, sem competição de quem tem que ser superior, ou melhor. E sim, pautar a relação a dois na cumplicidade, na lealdade e na parceria é um bom começo.

Até breve.

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Carla Ribeiro
Colunista Oficial, com publicações mensais Formada em Psicologia desde 1998. Tem Especialização em Psicologia Clínica e Psicologia Hospitalar. Fez Formação na Teoria Cognitiva Comportamental e Formação em Sexualidade Humana. Tem pautado seu trabalho na Saúde do Homem. Escreve sobre o papel do homem na sociedade, na família, nos relacionamentos amorosos e no cuidado a própria saúde. Criou um grupo no WhatsApp chamado: Saúde do Homem para trocar informações úteis e importantes no que abrange a saúde física e mental do homem. Trabalha em consultório clínico com Psicoterapia individual e de casal. Na área da Sexualidade Humana com abordagem Cognitiva Comportamental. Já fez entrevista na TV Cultura, Rit TV, TV Boas Novas. Além da Rádio MEC-AM, Rádio Globo e Rádio Gazeta. Já escreveu matérias para o Jornal Extra, Jornal O Dia, Jornal Nosso Bairro Jacarepaguá. Também escreveu para as Revistas: Viva Saúde-seção: Saúde Sexual; Claudia-seção: Dilema de mãe; Revista Incluir-seção: Especial Melhor Idade; Revista Pais e Filhos-seção: Simples e Prático, Revista O Poder do Pensamento.

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