18 de maio, Dia de Combate ao Abuso, à Exploração Sexual Infantil e à Pedofilia

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Obra do grafiteiro Alex Fagundes o responsável por fazer o desenho com o rosto das crianças (Araceli Cabrera Crespo) Foto: Divulgação/Prefeitura

Em 18 de maio celebramos o dia de combate ao abuso, à exploração sexual infantil e à pedofilia. A data foi instituída pela lei 9.970, de 17 de maio de 2000.

Neste dia a mídia, o governo e diversas ONGs fazem uma campanha contra o abuso de menores através de atividades como: palestras e passeatas pacíficas com o objetivo de fazer com que as pessoas façam suas denúncias.

Cerca de 67,7% dos menores, vítimas de abuso e exploração sexuais são garotas. Os garotos representam 16,52% das vítimas. Os casos em que o sexo do menor não foi informado totalizaram 15,79%.

Os dados sobre idade mostram que 40% dos casos eram referentes a crianças de 0 a 11 anos. As idades de 12 a 14 anos e de 15 a 17 anos correspondem, respectivamente, 30,3% e 20,09% das denúncias.

Já o perfil do agressor aponta homens (62,5%) e adultos de 18 a 40 anos (42%) como principais algozes dos casos denunciados.

Esta data foi escolhida para homenagear a menina Araceli Crespo, que foi estuprada e morta, aos oito anos de idade no dia 18 de maio de 1973.

Hoje ela é considerada santa popular. Pois sua morte foi repleta de mistérios.

Na época, esta menina possuía um cão chamado Radar e ela sempre falava:

  • Botei o nome do meu cachorro de Radar porque ele é de outro mundo e possui o dom de me encontrar seja lá onde eu estiver!

No dia dezoito de maio do mesmo ano, a mãe desta garota pediu para que ela levasse uma encomenda num prédio em que todos diziam ser um mocó de dependentes químicos.

A pequena foi ao local. Mas quando chegou ao destino foi atacada por estupradores.

Estes bandidos torturaram, mataram, colocaram ácido no corpo da pobre criança e abandonaram a coitada num matagal.

Alguns dias depois um agricultor passou pela aquela floresta, encontrou o corpo da menina em estado de decomposição, avisou as autoridades competentes e o cadáver foi levado a uma gaveta do IML – Instituto Médico Legal.

O pai de Araceli foi chamado ao local e levou o cachorro Radar junto. Sem ninguém falar nada, o bicho foi até uma gaveta e começou a latir.

Tempos depois, foi confirmado que era, realmente, o corpo de Araceli que estava naquela caixa. Deste jeito os restos mortais dela foram enterrados em um cemitério.

Meses depois, os funcionários do campo – santo perceberam que uma idosa desconhecida rezava sempre no túmulo desta garota.

Um dia, esta senhora deixou o seguinte bilhete na tumba da garota:

“Santa Araceli, obrigada por salvar a vida da minha filha!”

Depois disto, muitas pessoas passaram a rezar no túmulo desta criança e a pedir milagres.

Então o túmulo da garota passou a receber muletas de pessoas que voltaram para mandar cartas de agradecimento, etc. Até hoje no dia de finados o túmulo de Araceli é um dos mais visitados.

Infelizmente, hoje, todos os dias crianças são mortas e abusadas, de forma semelhante.

Diariamente, na mídia, casos parecidos com o de Araceli multiplicam de forma assustadora.

Mas qualquer pessoa pode ajudar no combate ao abuso infantil. Basta observar o comportamento das crianças ao seu redor.

Caso encontre algo estranho, os telefones para denúncias são:
  • 190: Polícia Militar,
  • 100: Direitos Humanos,
  • 180: Disque-Denúncia.
A criança abusada, geralmente, apresenta os seguintes comportamentos:
  • Era falante, mas agora parou de conversar;
  • Passou a ter pesadelos constantes à noite;
  • Começou a possuir comportamento sexual precoce para a idade;
  • Crises de choro constantes;
  • Voltou a urinar na cama;
  • Surgiu baixo rendimento na escola;
  • Passou a tremer toda a vez que vê um determinado adulto.

O problema é que, geralmente, o abusador está próximo de casa. Há os psicopatas que se disfarçam de autoridades, com o objetivo de seduzir os menores.

Alguns usam os disfarces de professores, treinadores esportivos e líderes religiosos.

Por isto, os pais devem ficar de olho no comportamento de seus filhos e precisam pesquisar tudo sobre os adultos que passam a maioria do tempo com eles.

O diálogo familiar é sempre importante. Os pais precisam saber quais lugares os filhos frequentam, quais são seus amigos e conteúdos que eles leem nas redes sociais.

Campanhas como “Criança Não Namora Nem Por Brincadeira” também são importantes porque ajudam no combate à sexualização precoce.

Se a sua pessoa mora perto de alguma casa noturna, com atrações consideradas sensuais, observe se crianças frequentam o local. Caso veja algo suspeito, faça uma denúncia imediatamente. Pois se trata de um local insalubre para menores.

Portanto, se você tem filhos converse sobre eles sobre abuso e se a sua pessoa se preocupa com o futuro do país, denuncie toda a vez que perceber um menor em situação de risco.

Leia também matéria da nossa colunista Amora Rubra – “Mães românticas criam princesas adultas pelo consumo e namoro infantil”

Um país que cuida e zela pelas suas crianças se preocupa com o futuro de toda a nação.

1 COMENTÁRIO

  1. Muito bom artigo que considero de utilidade pública. Bem colocado o tema e com indicadores estatísticos muito atuais e relevantes. Parabéns pela matéria, Luciana. Grata por divulgar a matéria que escrevi na revista sobre o tema do namoro precoce na infância e o consumo de produtos na mídia, aspectos que muitas vezes são fortalecidos e valorizados por mães que cultivam seu romantismo de forma exacerbada.

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