Serial killers x Psicopatas

Serial killers x Psicopatas, um estudo sobre a Mente Criminosa

Comportamentos traiçoeiros, sexualmente promíscuos e ausência total de remorsos

Serial killers x Psicopatas – Esqueça por alguns minutos a percepção de psicopata que aprendeu nos filmes e seriados americanos.

Distante da fisionomia fria ou ameaçadora, um psicopata não desperta tão facilmente em pessoas destreinadas, o sinal de alerta.

A personalidade encantadora, sempre dócil e gentil é sua primeira mentira.

Psicopatas usam uma máscara para cada situação, que aqui chamaremos de personas e uma única regra, a de não ser notado.

O ponto de equilíbrio entre eles é a extensa habilidade de se “camuflar” de pessoas comuns, para evitar expor seu forte e irrecuperável desejo predatório.

A aparente e encantadora personalidade de anomalia irrecuperável, revela sua toxidade habitual e inseparável na medida em que faz suas vítimas.

O magnetismo pessoal e o talento para o disfarce, poderiam imprimir facilmente vantagens extremamente consideráveis no ambiente profissional, se não fosse por um detalhe, uma vida comum, com as dificuldades rotineiras de qualquer trabalhador não desperta o menor interesse no psicopata.

Vamos adentrar agora, num lugar que poucos gostariam de estar, na mente criminosa.

Mas antes, vamos entender a diferença entre dois aspectos importantes para a correta compreensão dessa personalidade tão marcante do ponto de vista da perversidade.

Serial killers x Psicopatas

Conduzindo a percepção de que psicopatas não são necessariamente assassinos e nem todo serial killer é psicopata, a criminologia entende que a principal diferença entre ambos, com certeza se verifica no prazer da reincidência.

Psicopatas cometem crimes para alcançar objetivos muito bem definidos e planejados por eles. Ao passo que o serial killer encontra sua motivação delitiva no prazer da constância criminal.

O prazer de matar pode produzir em alguns serial killers orgasmos intensos tal qual uma relação sexual.

A condução de suas vítimas, da atração ao assassinato, se equipara a fases de vídeo game para a mente serial, ainda que não entenda suas vítimas como objetos, pois o prazer de matar está justamente na humilhação, subjugação com torturas físicas e psicológicas.

A teoria Freudiana sustenta a tese que tanto a personalidade serial quanto a psicopata, aflora a partir de agressões físicas ou psicológicas nas fases do desenvolvimento infantil.

Para a criminologia, tal personalidade se sustenta por fatores genéticos, comportamentais/psicológicos (incentivados ou não por outros), ambientais (o meio em que vive) e até mesmo a influência de terceiros, produzindo a chamada loucura a 2, quando um delito somente ocorre a partir do envolvimento do conduzido e do condutor sem o qual não se objetivaria o delito.

A punição, portanto, não produzirá efeitos na personalidade serial no que tange a diminuição da reincidência delitiva.

Embora a reincidência faça parte do seu prazer delitivo, a mente serial possui 4 níveis de categorias, divididas entre organizados e desorganizados, a saber:

  • Visionários: possuem insanidade acompanhada de Psicose, envolvendo vozes e alucinações com visões que considera extremamente relevantes.
  • Missionários: Ao público não demonstra a sua Psicose mas em sua mente fortalece a ideia de livrar toda a sociedade daquilo que considera impuro ou indigno. (Ressalto aqui, casos midiáticos que envolveram desde assassinatos em escolas até esquartejamento de colegas atraídos por jogos de vídeo game, aos quais evitarei detalhar por questões éticas).
  • Emotivos: matam por pura diversão. Entre os 4 tipos, este é o que mais obtém prazer em efetivar seus homicídios.
  • Libertinos: aqui estão enquadrados os assassinos sexuais. Seu prazer será diretamente proporcional ao sofrimento causado por ele na tortura de sua vítima, desde a preparação até a conclusão que pode incluir a mutilação para a obtenção de prazer puramente sexual, que aumenta de acordo com a resistência da vítima alterando o tempo do crime para mais.

O sadismo e a crescente desorganização criminal é o ponto comum entre personalidades serial.

Não há vítimas certas, podem figurar em campo aleatório ou possuírem características especiais, como por exemplo, determinado estereótipo que tenha algum significado simbólico religioso, cultural, pessoal, e até mesmo vítimas que tenham características semelhantes a alguém que tenha causado alguma decepção ou sofrimento ao autor.

Suas vítimas não são parceiras da realização de suas fantasias e sim peças para a suas realizações.

Serial killers x Psicopatas semelhanças e diferenças

Uma forte semelhança entre psicopatas e serial killers está na facilidade em se livrar das vítimas, as abandonando em qualquer canto jogando as em um matagal, abandonando as em seus próprios apartamentos para que sejam localizadas a posterior ou ainda esquartejando e espalhando partes das vítimas.

Outro ponto comum entre as personalidades serial killer e psicopata é a escolha de vítimas mais frágeis em sua forma física ou fragilizadas emocionalmente, que pertencem a grupos considerados menos favorecidos socialmente, como prostitutas, homossexuais e indivíduos que tenham o frequente hábito de se locomoverem por caronas, pois a demora em notar o desaparecimento desses indivíduos facilita a efetivação do delito.

A principal diferença entre as personalidades serial e Psicopata para criminosos comuns, se verifica na ação da vítima que não precipita a do delito.

Ou seja, vítimas de psicopatas e criminosos em série não possuem qualquer responsabilidade em relação ao crime como muitas vezes ocorre em delitos produzidos por criminosos comuns, como é o caso de uma discussão por exemplo, que tem a vítima envolvida na trama criminosa.

O criminoso comum produzirá o delito independente de vítima, local, circunstâncias, testemunhas e a motivação principal surge a partir de um histórico, ainda que breve.

Estabelecidas as diferenças é importante salientar que existem ainda casos de psicopatas estupradores que embora possuam a necessidade de agir com certa frequência, não podemos encaixá-los na personalidade serial, uma vez que não existe para estes indivíduos ou lapso temporal entre uma sequência delitiva e outra.

O senso de poder total sobre a vítima atua como afrodisíaco e afasta totalmente o temor da falta de habilidade com as mulheres.

Ao delinquir o indivíduo confronta a toda uma sociedade, impondo suas ideias, suas crenças e a rebaixando a tudo e a todos a partir de suas próprias regras.

Mas afinal, por que algumas pessoas cometem atos tão bárbaros?

Pois bem, hoje sabemos que a empatia tem a ver com a estrutura anatômica, os chamados neurônios espelho.

Células estas localizadas no córtex motor do cérebro onde se iniciam os movimentos e o controle dos músculos.

Os circuitos produzidos pelos neurônios espelho permitem que nos coloquemos na pele dos outros.

Quanto maior a empatia, maior é a resposta desses neurônios.

Logo, boa parte daquilo que a sociedade entende como pura maldade, nada mais é, que o egocentrismo exacerbado e patológico de indivíduos em busca de satisfação imediata e usam para isso pessoas para inflar sua autovalorização.

Entretanto, não podemos em hipótese alguma encaixar a responsabilidade criminal, em fatores anatômicos, ignorando todas as demais influências na formação da personalidade delitiva.

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