Tristeza e o apego ao passado: como reverter na Arte do Jin Shin Jyutsu

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Margareth Toshie Umeoka Serra, instrutora da Arte ancestral do Jin Shin Jyutsu

A harmonização de emoções conduz ao autocontrole das escolhas humanas.

A Arte do Jin Shin Jyutsu® proporciona a harmonização da atitude Tristeza pelo autoconhecimento e autocuidado.

Minha alegria é imensa de oferecer a você, nosso leitor, um artigo feito a partir de entrevista com Margareth Toshie Umeoka Serra, minha professora, entre os excelentes professores com os quais adorei conviver e muito aprendi, na formação de praticante de Jin Shin Jyutsu.

Ao mesmo tempo que concluí, pelos critérios formais, em 2018, iniciei um novo patamar de desenvolvimento que desejo prolongar por toda minha vida. Essa mesma convicção percebi na fala de minha professora, que se renova dia a dia na Arte ancestral, por sua escolha pessoal.

Margareth, que, na foto aparece num de seus cursos, é professora da Arte ancestral do Jin Shin Jyutsu, instrutora habilitada por Mary Burmeister e Jin Shin Jyutsu Inc. Se você desejar saber mais sobre essa Arte, após ler o artigo, localize o livro O Toque da Cura de Alice Burmeister e Tom Monte.

Minha entrevistada fez a formação básica na área da saúde, em Farmácia, e, começou a atuar como terapeuta floral. Realizou vários cursos de medicina oriental e terapias integrativas complementares.

No decorrer de sua formação, sua professora em terapia floral a introduziu em temas e práticas de toques através dos dedos e combinação das mãos para auxiliar no processo de atendimento aos clientes.

Segundo nossa entrevistada, envolver áreas do corpo já se constituía na semente da Arte ancestral que a fascinaria mais tarde. Em 1991, seu primeiro contato com Jin Shin Jyutsu a ajudou a vencer uma fase de depressão. Com tal resultado, incluiu a autoaplicação em sua rotina diária.

Dois anos mais tarde, Margareth realizou o primeiro curso de autoaplicação da Arte, oferecido no Brasil, ainda com professor americano. De lá para cá, tem havido uma grande expansão no mundo.

Em 2019, há três instrutores habilitados no Brasil, dez instrutores nos Estados Unidos, seis na Europa, um no Japão e um na Nova Zelândia. São os únicos no mundo autorizados a ministrar o Seminário Básico que é o início da formação do praticante.

Desde que iniciou sua formação, Margareth possui o entendimento de que Jin Shin Jyutsu se constitui na “arte das relações, e, complementa: “tudo que eu tinha estudado antes se encaixava, perfeitamente, dentro dos conceitos do que é Jin Shin Jyutsu.”

Ela nos relata que, ao introduzir Jin Shin Jyutsu em sua vida, transformações imensas ocorreram, desde o relacionamento mais harmônico com pai e mãe, com o companheiro, irmãos, enteados e também com os clientes no consultório.

Ao sentir as mudanças significativas, desejou então partilhar as ferramentas que Jin Shin Jyutsu oferece para que outras pessoas “também pudessem assumir suas responsabilidades, fazendo novas escolhas em suas vidas.”

Esse processo de autoconhecimento em que a pessoa administra suas escolhas é assegurado por Jin Shin Jyutsu, o que diferencia essa arte ancestral de uma simples técnica. O autoconhecimento e o autocuidado são seus focos.

E Margareth afirma:

“Jin Shin Jyutsu não é uma técnica e sim uma arte para aprender a viver feliz, despertar a benevolência e alcançar a longevidade. Arte para ajudar a mim mesma facilitando o autoconhecimento, despertando a nossa consciência para o autocuidado e empoderamento.”

O despertar da consciência aprimora as escolhas que fazemos e que trazem o movimento à nossa vida. É preciso identificar quando nos sentimos incapazes de escolher, estagnados na evolução de nossa trajetória.

Mary Burmeister, responsável por trazer e disseminar Jin Shin Jyutsu para o Ocidente, recomenda: “busque o que não tem começo nem fim; mas apenas a jornada que se encontra dentro de si.” (1)

Na jornada,“para que o movimento não seja interrompido e prossiga com ritmo, é preciso peneirar separando o que nos fortalece do que nos bloqueia, como o medo.” (2)

Às vezes, tememos soltar o que julgamos nos pertencer: pessoas e situações. Mary diz que “a possessividade é a causa principal da Tristeza.” (3)

Tentar fazer com que o outro te faça feliz, colocando a responsabilidade fora de ti, resulta em tristeza, pois essa tentativa de satisfação envolve a posse do outro. Outro fator que conduz à tristeza é a culpa. “A culpa preserva o tempo. A culpa mantém o passado.” (4)

Luto, por morte de um ser vivo, pessoa ou animal, ou, por encerrar uma etapa da vida, com apego excessivo ao que se teve de coisas boas, resulta em tristeza. Até o hábito de usufruir de algo, mesmo que não seja totalmente bom para nós, mas difícil de abandonar, pode também causá-la.

Procurei uma representação sobre o tema e localizei, de autoria de Rosângela Colares, A face da tristeza (5) poema em que são descritos, de forma bastante inspirada, aspectos físicos de um rosto assumido por essa emoção:

A face da tristeza

A face alonga,
A cabeça inclina,
O rosto empalidece,
Surgem rugas na testa,
As sobrancelhas se erguem,
As pálpebras superiores abaixam,
A boca fica com os cantos caídos.
Mas o pior de tudo, é o que os olhos não podem ver…
O Coração Sangra.

Dentro dos conceitos do Jin Shin Jyutsu, sabemos que há uma conexão entre a tristeza, como atitude emocional, a mente que gera pensamentos melancólicos, o enfraquecimento do ânimo espiritual, junto aos aspectos físicos.

Quanto ao funcionamento do corpo, cita Margareth: “a atitude Tristeza existe porque existem padrões de circulação de energia em nosso corpo em desarmonia, principalmente os padrões da função pulmão e do intestino grosso.”

O que nos alegra é que há a autoaplicação para harmonização de nosso Ser como uma totalidade. São sequências simples que podemos realizar em nós mesmos para ajudar corpo, emoções, mente, espírito. “Apenas esteja no agora e seja o centro.Todo o resto fluirá.” M. Burmeister (6)

Estamos no mundo para SER a leveza e o sorriso, e, não para conseguir as coisas com fadiga e esforço. Pratique e seja seu próprio testemunho!

A seguir, vemos o pai e a sobrinha de nossa entrevistada em autoaplicação para harmonização da Tristeza. Gratidão ao Sr. Yoshiharu Umeoka, à jovem Juliana Umeoka Leal, e, à Margareth, pela disponibilização das fotos do acervo pessoal.

Através de toques nos dedos e em algumas áreas do corpo, escolha o que lhe parecer mais confortável para experimentar.

Numa prática efetiva, você deverá segurar 20’ se for uma combinação de mãos, em áreas do corpo, e, 3’ em cada dedo, Toque com gentileza e suavidade; “abrace” cada dedo e respire.

  • 1 a 4 – Sequência dos dedos: envolva cada dedo, de cada vez, suavemente, com a outra mão
  • 5 – Anel, juntando os polegares sobre as unhas dos dedos anulares, em cada mão, podendo ser simultâneo ou contínuo
  • 6 e 7 – toques conectados em duas áreas nos dois lados do corpo na sequência: mão direita sobre o ombro esquerdo, bem próximo ao pescoço, com a outra mão na virilha do lado esquerdo. Mão esquerda sobre o ombro direito, bem próximo ao pescoço, com a outra mão na virilha do lado direito
  • 8 – combinação de áreas no corpo que trazem alegria e risos na vida: mão direita na virilha e a outra mão na sola do pé direito
  • 9 -10 – abraço em você mesmo: polegares tocam as clavículas dos lados direito e esquerdo enquanto os quatro dedos das duas mãos estão embaixo das axilas
  • 11-12 – Para carregar sua “bateria de energia” aquecendo ao levantar e na limpeza após o trabalho ou estudo: a mão direita no topo da cabeça e a mão esquerda sobre o osso púbico
  • 13 – Convite para praticar em grupo: conheça os Cursos de Autoaplicação de Jin Shin Jyutsu. Os Praticantes Autorizados, em 2019, estão nesta lista para localizar o mais perto de você https://jsjbrasil.com.br/praticantes

Agora, você já conhece os toques para harmonização da Tristeza. Há outras atitudes emocionais que podem nos absorver, com intensidade, trazendo a perda do controle sobre seus efeitos.

Para saber mais sobre elas, sobre JSJ, e ler sobre Jiro Murai e Mary Burmeister, siga o link. https://aempreendedora.com.br/o-movimento-da-energia-e-fonte-de-entusiasmo-e-harmonia-na-vida/ (7) A seguir, menciono, brevemente, cada uma das atitudes:

Jin Shin Jyutsu assegura você presente no Agora, ao propiciar que deixe de possuir o passado (causa da Tristeza) ou o futuro (causa da Preocupação). Ao recordar seu propósito de vida e abandonar o desejo de ficar diferente do que você É, hoje, (Pretensão) chegará mais próximo da harmonização do Ser.

Reconhecer que o controle só poderá ocorrer sobre sua vida e suas escolhas, harmoniza a Raiva, pois sabe que vai falhar ao tentar controlar outras pessoas e situações.

Quanto ao Medo, harmonizá-lo permite perceber que na vida tudo é movimento e qualquer coisa passará e deixará de afetar logo mais, a seguir.

Minha vivência pessoal com Jin Shin Jyutsu, me incentivam a trazer depoimentos de autoaplicação e de aplicação junto a outras pessoas, como praticante autorizada e colunista da Revista.

Assim como aconteceu com Margareth Toshie Umeoka Serra, neste artigo, desejo trazer outros testemunhos de professores e praticantes para que você possa usufruir dessa Arte que continuará aprimorando a vida de muitas pessoas.

Minha querida entrevistada encerra afirmando com entusiasmo que:

“Jin Shin Jyutsu vai trazer discernimento para você sobre o que é bom e o que não lhe serve mais; contribuir para a melhora de sua alimentação e para movimentar seu corpo de forma mais saudável.”

“…vai melhorar a qualidade de seu sono e da recuperação de seu corpo, quando for preciso em projetos de saúde. E segundo minha experiência pessoal, atrair coisas boas para sua vida como abundância, felicidade, benevolência, prosperidade.”

Concluindo…

“Jin Shin Jyutsu vai transformar o estilo de vida que já não traz mais felicidade para você; melhorar a qualidade dos relacionamentos de você consigo mesmo e com as demais pessoas; ajudar sua autoestima e a qualidade da saúde mental, física e emocional.”

Todos esses efeitos ocorrem quando a autoaplicação torna-se prática diária. Autoconhecimento e autocuidado, através do Jin Shin Jyutsu, continuarão a ser tratados por mim na Revista aEmpreendedora.

Gratidão imensa à minha professora de sempre, Margareth, que de forma tão brilhante concedeu a entrevista que serviu de apoio a esse artigo.

Notas de Referências

  1. PFLUEGER, L e WENNINGER, M (comp).O que Mary diz….P (impresso, traduzido por SCHINNER, T), Escritório Brasileiro do Jin Shin Jyutsu,1997. P.26
  2. Amora Rubra. A vida é uma ciranda de cabeças e corações entre o medo e a mudança. Revista A Empreendedora (publicada em 26/03/2019) https://aempreendedora.com.br/a-vida-e-uma-ciranda-de-cabecas-e-coracoes-entre-o-medo-e-a-mudanca/
  3. PFLUEGER, L e WENNINGER, M (comp). cit. P.18
  4. PFLUEGER, L e WENNINGER, M (comp). cit. P.19
  5. Colares, R. A face da tristeza. Poetris; citações para todas as ocasiões. https://www.luso-poemas.net/modules/news/pages.php?tag=tristeza (capturado em 26/04/2019)
  6. BURMEISTER, M. citação no site Escritório Jin Shin Jyutsu; Autoaplicação: o início da jornada https://jsjbrasil.com.br/autoaplicacao?fbclid=IwAR2-Tdwsv8mABQ9zFL84EhyXrGnTIjJQkbpaHcnCpQdRrVCHAvsA-glkrxw
  7. Amora Rubra. O movimento da energia é fonte de entusiasmo e harmonia na vida, Revista A Empreendedora (publicada em 10/02/2019) https://aempreendedora.com.br/o-movimento-da-energia-e-fonte-de-entusiasmo-e-harmonia-na-vida/
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Corina Ramos é educadora e acredita na educação no sentido amplo, além da escola, junto à cultura e sociedade, numa educação continuada. Professora universitária e consultora no meio escolar, organizações de terceiro setor e empresarial. Tem publicações na área de educação, tecnologia e currículo. É idealizadora de propostas de educação a distância, educação corporativa e educação continuada para professores e profissionais das mais variadas áreas. Participou da cocriação de muitos projetos educacionais, entre os quais: "Perspectivação", uma estratégia curricular de educação executiva empresarial no ISAE/FGV e "Observatório dos Adolescentes" nas escolas públicas e universidades estaduais. É microempreendedora individual, organizando publicações diversas na área da educação. Lançou recentemente, na rede Facebook, usando o codinome de Amora Rubra, o Método das Chaves, sistematizado por ela e aplicado para autoconhecimento e desenvolvimento de competências pessoais para melhor expressão pessoal. A partir de 2019, tornou-se praticante autorizada da Arte ancestral do Jin Shin Jyutsu®.

4 COMENTÁRIOS

    • Fico feliz que tenhas gostado Susana! Há nesta mesma revista artigos em que abordei outros aspectos da arte ancestral do Jin Shin Jyutsu. Podes localizar, se desejares, buscando dentro da coluna “Educação e Cultura”. Experimenta praticar e acompanha os resultados em ti mesmo. Um abraço.

  1. Muito bom o artigo, muito esclarecedor sobre a Arte do Jin Shin Jyutsu, além de presentear os leitores com aplicações super simples para equilibrar a atitude de tristeza. Parabéns à entrevistadora e à entrevistada.

  2. Gratidão por tuas palavras, Monica, feliz pelo comentário. Em meu nome e da nossa entrevistada agradeço. A arte do Jin Shin Jyutsu ensina que a energia é o entusiasmo em movimento. Vou continuar a escrever sobre essa sabedoria ancestral para que mais pessoas possam harmonizar suas vidas.

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